Sunday, May 1, 2011

Onde Você Está?



Ser de sentimentos nômades no meio da selva que é essa sua humanidade. Porque nós somos a sensibilidade protegida por vários momentos de sorrisos perdidos com um profundo silencio nos olhares sonolentos.

Mas voltamos a ser aquela pequena criança que brincava, pensava, queria, sonhava... sozinha. Nós sempre ficávamos ali naquele canto, pois nossa idade não permitia estar com os outros, onde todos tinham a mesma faixa etária.

E de repente estamos em um outro mundo. É tudo tão diferente.

Digo que esse outro mundo criou a necessidade de mudança nesse enrugado coração, nessa sempre tão melancólica alma. E surgiu em nós tudo que era preciso pra sobreviver nessa selva humana.

Mas novamente sentimos a necessidade de mudar. Uma mudança para resgatar aquele sentimento de indiferença sobre viver. Aquele 'respirar e aproveitar' cada pequenino momento sem aquela expectativa de o que aquilo pode ou não se tornar.

Então! Ainda podemos fazer algo com algum despropósito!

A falta de propósito que é aproveitar o momento com a leveza da simplicidade!

E é nessas horas que eu sinto que eu vivo em um outro mundo, um outro lugar separado dessas coisas que só tendem para o desgaste de si e do outro.

Nesse meu velho-novo-mundo eu faço qualquer coisa que eu puder fazer por você com um grande despropósito.




Eu estou num lugar onde finalmente posso ser eu sem precisar de mais nada.

Tuesday, April 26, 2011

Fora do Ar



"Quem tem olhos para ver e ouvidos para ouvir, se convence que os mortais não podem ocultar nenhum segredo.

Aquele que não fala com os lábios, fala com as pontas dos dedos: nós nos traímos por todos os poros."

Sigmund Freud

Wednesday, April 13, 2011

Uma Questão de Espaço



Do meu e do seu espaço, entende?

Não sou o tipo de pessoa que compartilha sutiã com amigas. [empresto blusas; roupa íntima já é demais.]

Esse foi um exemplo bem escroto pra ilustrar um pouco minha situação diante da invasão de privacidade.

Olha, isso não tem nada a ver com emprestar livros, cds, pequenos objetos IMPESSOAIS. Mas é claro, isso implica num singelo PEDIDO anterior a qualquer troca temporária de posses.

Eu tenho 22 anos e ainda tenho pais que me guiam aqui e acolá nessa vida. Agora me diz, pra que vou querer mais pseudo-pais pra me dizer o que devo fazer ou não nas mais diversas situações? Sua vida já não é o suficiente pra você se preocupar e se direcionar? Pra que querer domar a vida de outrem se você já tem uma própria pra dar um jeito?

Acho que isso também é uma questão de educação. Saber qual o limite da intimidade é algo que tem a ver com o meio que você cresceu.

Mas você não pode levar o costume não exemplificável de casa para fora! Você não pode ir na geladeira da casa do seu 'amigo' e beber na boca da garrafa. Na sua casa você pode ter um garrafa só sua pra você morrer de babar, mas fazer isso na casa do outro? ¬¬ Alô, vamos ter um pouco de noção de espaço? VAMOS TER EDUCAÇÃO!?

Cada um tem um limite de intimidade.

Você só pode fazer as coisas que ultrapassam uma barreira pessoal quando a própria pessoa permite. É uma tomada de território diplomática. Primeiro você negocia sobre as fronteiras, e se for algo que beneficia ambos, e se houver consenso, aí sim você pode expandir.

Mas sem essa permissão geográfica a única alternativa que você tem é a de respeitar a soberania que o outro tem sobre si mesmo!

Poucas coisas tiram a minha nada santa paciência. Invasão do meu espaço é uma das coisas que mais me irritam.

É uma questão de espaço, do meu, do seu.. do meu espaço pessoal que deve ser respeitado.

Monday, April 11, 2011

Regras e Exceções




- Sobre a Amizade


Eu raramente gosto de alguém. E digo gostar tanto como um mero convívio de colegas como de amigos e afins. Uma companhia agradável pra mim é quem consegue me fazer sorrir de coisas sérias ou bobas. Pessoas negativas me irritam, fazem eu me manter bem longe delas... e veja que negatividade não tem nada a ver com ser realista.

Gosto das pessoas que falam a verdade mesmo que seja um tanto quanto cruel.

Sempre fui de poucos amigos. Acho que a vida social exige muito tempo, tempo que eu não tenho.

- Sobre a Paixão


É aquela atração que se limita a um gostar específico. É uma vontade de se apoderar do outro, de dominar e instigar os instintos e desejos do outro. Eu vivia intensas paixões por ano, no auge da juventude, agora uma me assombra aqui e acolá uma vez por ano.

Essa é uma diversão sentimental saudável. É um descompromisso instigante. Isso não tem a ver com amor.

Minhas paixões são nômades, são aproveitadas intensamente quando permitidas, elas começam no verão e terminam na próxima estação.

Começam com uma simpatia ou amizade, mas sempre terminam como amigos.

Sem dramas, sem problemas, sem exigências.

- Sobre Amar


O amor não existe pra mim sem uma amizade antes. A beleza atrai no primeiro olhar, permanece no segundo olhar quando a pessoa se mostra interessante(principios, valores, inteligencia...), e se torna fascinante quando os seus defeitos nada são diante das qualidades.

Gosto de sorrisos... gosto daqueles olhares perdidos. Não suporto gente que é legal com todo mundo só porque convém. Isso me tira qualquer encanto! Você precisa ser reservado, pois algo seu deve ser só meu. Se todos tiverem o que eu tambem tenho de você, qual vai ser a diferença de termos algo que deveria ser especial e não é?

Meu amor sobrevive ao tempo, mesmo que descontente e silencioso. Mas ele muda.. conforme você muda.

Até hoje eu só amei um.

- Sobre Conquistar


É uma jogatina da sedução, mesmo que você diga que não. Isso pra mim tem prazo de validade... quando todas as rodadas se tornam repetitivas e cansativas, eu aposto e só perco fichas, eu saio do cassino.

E isso não tem a ver com querer o não. Posso continuar querendo, mas a sensação de uma derrota atrás da outra é insuportável, eu tiro meu exercito de campo.

Gosto daquele ecstasy inicial do possível. O início sempre é mais emocionante. Mas isso tem que dar em algo. (mero detalhe)

Eu as vezes encosto na parede. Isso só acontece quando na minha mente racionalista você me deu indícios explícitos que posso ter 95% de chance de obter êxito.

E veja bem, INDÍCIOS EXPLÍCITOS.

Só parto pra tática ofensiva quando sei que vou ter um prêmio me esperando lá. Quando você me dá dúvidas, descaso, desinteresse, eu saio sutilmente da cena, e deixo você se entediar com o seu próprio dom de me desencantar.



E tem muita coisa ainda que bate e rebate aqui dentro. Se é difícil eu falar sobre mim, não queria estar no lugar do outro que de alguma forma acha que ainda me entende um pouco. (ou não)

Friday, April 8, 2011

Agradeço Pelo Soco



Tudo no seu devido fluxo e na tão almejada paz. Mas espere, estamos falando da realidade!

Tem momentos que você perdeu uma boa chance de ficar calado. Em outros você perdeu a chance de simplesmente não cometer aquela ação totalmente dispensável.

Sabe aquelas coisas desnecessárias naquele momento porque ele já é como deveria ser?

Pois é. Você perdeu a chance de não fazer aquela besteira desnecessária que estraga tudo.

É então que percebo que estou perdendo meu tempo. Minha capacidade de sempre arranjar algo benéfico naquilo que é aparentemente negativo me faz agradecer esses atos inúteis e desnecessários que me fazem cair na realidade.


Obrigada!






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Friday, April 1, 2011

O Dia do Coringa





E nós estávamos lá contra qualquer expectativa. O rebanho não imaginava que seríamos tão loucos a ponto de estar num lugar onde nossa presença incitaria tantos pensamentos medonhos e atitudes aparentemente tempestivas, porém meticulosamente calculadas.

E dei um sorriso quando vi o pastor chegando na sala! Mal ele imaginava que nós prevemos a sua presença ilustre no banquete glorioso preparado em sua homenagem.

Oh! Que dó que deu quando o pastor fez a apelação sentimental barata pra platéia de algumas mentes ocas! E ele não respeitava a fala de ninguem. Desesperado, numa tentativa de reverter a situação, ele entrava em combate com quem estava com autoridade para dizer os fatos repletos de verdades.

E quando o seu vendido pupilo com uma fala drogada tentava dizer algo tocante para sensibilizar a platéia? Meu caro, sua humilhação pública me fez transbordar de sorrisos cheios de satisfação!

E eu, guardando as palavras para o momento do touchê, assistia calmamente o show de hipocrisia gratuita da envergonhante ignorancia do rebanho.

E vocês ficaram sem palavras, sem argumentos falaciosos diante da verdade exposta e esfregada como cera em seus rostos!

Ah! Esse dia não poderia ter sido mais gloriso!

Sim, meus caros oponentes medíocres, esse dia entrará na minha memória e nos meus registros como:

THE GLORIOUS DAY: O Dia do Coringa.

A jogada decisiva com uma cartada imprevisível.

Thursday, March 31, 2011

Estar Lá Quando Não Se Deveria Estar




O desejo e medo da perda. A situação estável de uma amizade retem o desejo que tende para a instabilidade que o toque dos lábios proporciona. É uma confusão! Seria uma terrível confusão que só de imaginar se torna enfadonho. E seria o fim! O término catastrófico de algo que inicialmente era seguro.

Mas nada nessa vida perdura, não resiste ao tempo, e ao movimento das mudanças. É então que percebemos que a preservação ou mesmo prolongamento dessa suposta situação segura é um sentimento bobo e medroso que nos dá freios, nos impede de ousar. O que perderiamos se o que temos é tão limitado quanto qualquer outra coisa vivente nesse tempo? É claro, saberiamos o por quê do fim, antecipariamos a morte de algo que cairia em pequenos pedaços dias após dias.

Quem sabe deveriamos acabar com esse impasse que atormenta a nossa mente? Mas é tão confortável não ser diretamente responsável pela mudança de rumo para o inseguro. E nos demos conta que uma parte de nós adormeceu com esse bem-estar. Justamente aquele instinto predador, vencedor de qualquer obstáculo.

Bobo, tolo, medroso!

Somos a mansidão quando está presente e o caos quando você está ausente. Uma criança boba em frente ao parque de diversões, que só de ver se alegra, e que tem medo de entrar ali e acolá e se perder, de perder o suposto porto seguro, de dar mais passos e mais passos sem a companhia dos pais.

Então tentamos negar o que se manifesta dentro de nós, e não consegue nascer e crescer no mundo. Porque a existencia, o crescimento, os cuidados dependem do outro, de outro! Controlamos a criança interior impulsiva de vontades, puro instinto! E se formos pensar um pouco mais, ela tem a sua lógica, a sua racionalidade que nós, que dizemos adultos, não queremos aceitar.

O que poderia ser mais humano que o desejar, o satisfazer? Ser de necessidades, vontades! Mas o pior de todos é a vontade que a satisfação depende do outro, de outro.

Essa criança é trancafiada feito animal nocivo pelo nosso medo. Presa ali ela precisa de oportunidades para escapar. Sim! Escapar! Nós temos uma parte de culpa na sua liberdade, ela é nossa criação mais o outro, mesmo que disso ele não faça a menor idéia. Ela tem o restante da liberdade no outro. Só o outro pode nos invadir ao ponto de nos libertar de nossas próprias amarras.

Criança boba, que sorri em frente do outro e esquece da espessa e resistente cela que a detem.

Chateados! Eu e ela estamos chateados. Estou cansado de vê-la no canto escuro entristecendo pelo esgotamento das chances, de chances que ela imagina, supõe, que talvez existam ou não.

Estou triste por ela também ser eu, e por eu não ser o único que pode libertá-la.

Sou o vigia dos atos impulsivos, dos desejos escondidos, e me compadeço de ser eu eu mesmo meu próprio prisioneiro.


E é claro: estamos falando do desejo, do meu desejo de ousar com você.



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