A internet é uma faca afiada, tanto corta o pão como rasga a mão do esfomeado.
Porque é assim mesmo Bárbara... Peso e contra-peso. Eu sabia que ela mentia, mas tinha a esperança de mostrar que já não era mais necessário. O que iremos fazer agora, hum?
É como eu havia lhe dito: "Para se ganhar algo que preste, primeiro terá que perder tudo".
Você perdeu. Adimita.
Nós perdemos.
Como prevemos, o sol formosamente amarelo foi embora sem lhe falar nada, um de seus fantasmas voltou falando de amores, uma outra não merece nem citações, a de agora vai aprender da pior forma a dar valor aos amores enquantos estes, ainda amam.
Bem, vou explicar direitinho como vai ser.. só pra variar.
Amanhã não poderá terminar, pois ainda é cedo. Somente na ultima semana de julho que teremos a liberdade de sermos nós mesmos.E não vejo a hora..... ahh, finalmente! Quase sinto o gosto das palavras ferrenhas!
Aguente mais um pouco.. eu sei que está para explodir.
Nós vamos explodir.
Que sono Lemure...
Hoje foi o dia que nós lemos o que não queriamos, que nós decidimos o que não queriamos,o dia que mais um pedaço caiu de você.
Não se preocupe, vários de você surgirão.
Ou de mim...
Desgraçada,eu li todas as palavras, vá e fique com seus cães!
Lemure.
Wednesday, June 11, 2008
Monday, June 9, 2008
Como será amanhã?
Cética.Ser extremamente cético, e sutilmente crente quando acredita nos sonhos da noite passada.
Vamos, vou tentar falar em primeira pessoa, eu quero que meus "eus" me deixem sozinha.
Eu escolhi amar o surreal, eu escolhi amar o sonho de "amar".Uma tentativa minha de resgatar aquela sensação de ver o mar pela primeira vez. Os castelos de buzios, um coração na areia, os nomes escritos pra água salgada levar de você..
Oh Céus, é tão tudo tão lindo.
Eu vi ao entardecer aquele sol ofuscante rasgando um céu de nuvens acinzentadas,e no meio do mar uma faixa larga de brilho trilhada para minha direção.
Longe do lar, longe de tudo aquilo que me fez o que sou hoje.
E eu estava só?
Quem estava naquele momento a ler meus pensamentos, a sentir exatamente o que minha alma observava?
E era só eu, somente eu e mais ninguém.
E meus amigos conversavam, as pessoas passeavam, ambulantes com cds, a garçonete com o dinheiro, o coqueiro crescendo, o mar pra refrescar, o sou pra iluminar, e uma alma perdida pensando em uma quase vida.
E agora,foi-se;
Eu não quero dormir e esquecer de hoje. Mas eu pedi! Pedi pra me aliviar todas as noites daquilo que me faz pensar nas dores!
È doloroso ver as coisas da vida?
Não!
É doloroso perde-las.
Mas ainda não as perdi,quer dizer, perdi muitos amigos. Amigos?
Quem são afinal?Quem eles eram?
Eu quero lembrar de hoje amanhã. Eu quero fazer diferente amanhã.
Digo isso todas as noites faz uma semana.
Quando chego no maldito trabalho, não sou mais eu. Quando passo pela catraca, pego de volta a identidade que deixei na hora de entrar.
Negócios, sempre separando as coisas.
Sempre particionando relações.
Eu não sei.
Eu tenho familia, eu tenho amigos, eu tenho trabalho, eu tenho o amor.
Ainda falta algo.
O que ainda restará de mim amanhã?
Vamos, vou tentar falar em primeira pessoa, eu quero que meus "eus" me deixem sozinha.
Eu escolhi amar o surreal, eu escolhi amar o sonho de "amar".Uma tentativa minha de resgatar aquela sensação de ver o mar pela primeira vez. Os castelos de buzios, um coração na areia, os nomes escritos pra água salgada levar de você..
Oh Céus, é tão tudo tão lindo.
Eu vi ao entardecer aquele sol ofuscante rasgando um céu de nuvens acinzentadas,e no meio do mar uma faixa larga de brilho trilhada para minha direção.
Longe do lar, longe de tudo aquilo que me fez o que sou hoje.
E eu estava só?
Quem estava naquele momento a ler meus pensamentos, a sentir exatamente o que minha alma observava?
E era só eu, somente eu e mais ninguém.
E meus amigos conversavam, as pessoas passeavam, ambulantes com cds, a garçonete com o dinheiro, o coqueiro crescendo, o mar pra refrescar, o sou pra iluminar, e uma alma perdida pensando em uma quase vida.
E agora,foi-se;
Eu não quero dormir e esquecer de hoje. Mas eu pedi! Pedi pra me aliviar todas as noites daquilo que me faz pensar nas dores!
È doloroso ver as coisas da vida?
Não!
É doloroso perde-las.
Mas ainda não as perdi,quer dizer, perdi muitos amigos. Amigos?
Quem são afinal?Quem eles eram?
Eu quero lembrar de hoje amanhã. Eu quero fazer diferente amanhã.
Digo isso todas as noites faz uma semana.
Quando chego no maldito trabalho, não sou mais eu. Quando passo pela catraca, pego de volta a identidade que deixei na hora de entrar.
Negócios, sempre separando as coisas.
Sempre particionando relações.
Eu não sei.
Eu tenho familia, eu tenho amigos, eu tenho trabalho, eu tenho o amor.
Ainda falta algo.
O que ainda restará de mim amanhã?
Saturday, June 7, 2008
Sonho Latente de Vida
Com os anos, sempre mudanças.
Quando pequenos, desejo, desejo de crescer, e ter finalmente a idade que os seus pais tiveram.
Tudo isso pra ser uma livre criança grande.
Os melhores anos da minha vida foram aqueles que eu não sabia que seriam tão importantes. Estão ali, lapidados nos ano que se passaram. E uma vez perdida tenho a inevitável necessidade de alguns relampagos de imagens antigas se tornarem atuais e reais.
Mas elas nuncam voltam, elas nunca serão as mesmas.
Tudo não passou de um dia,de uma hora, de um minuto, de um instante perdido na sua cabeça.
Mas aconteceu...
Daqui pra frente, como será sem tudo aquilo? Como vai ser sem você meu colega,meu amigo?
O que serei sem mais nada disso pra viver?
E nós vamos nos cruzar na rua qualquer dia desses...em 10 segundos lembraremos das nossas alegrias, e pelo resto da vida nós as esqueceremos?
Não sei se é a maldita época, não sei se é o maldito capitalismo, ou se somos nós que nos amaldiçoamos.
E a cada jogada,um pedaço do seu tesouro se vai.
Quantos pedaços de você ainda restam?
Quantos pedaços de você ainda podem ser perdidos?
Vontade de criar uma nova vida,de fazer as malas e sair desse lugar, pra ve se acho o meu lugar.
Medo de sair, e acabar descobrindo que o lugar sempre foi aqui.
Medo de ficar, e descobrir que a chance passou e você nunca vai descobrir qual era seu lugar.
Vida, oh vida, de tão humana, tão inumana.
Me traga de volta a vida.
Quando pequenos, desejo, desejo de crescer, e ter finalmente a idade que os seus pais tiveram.
Tudo isso pra ser uma livre criança grande.
Os melhores anos da minha vida foram aqueles que eu não sabia que seriam tão importantes. Estão ali, lapidados nos ano que se passaram. E uma vez perdida tenho a inevitável necessidade de alguns relampagos de imagens antigas se tornarem atuais e reais.
Mas elas nuncam voltam, elas nunca serão as mesmas.
Tudo não passou de um dia,de uma hora, de um minuto, de um instante perdido na sua cabeça.
Mas aconteceu...
Daqui pra frente, como será sem tudo aquilo? Como vai ser sem você meu colega,meu amigo?
O que serei sem mais nada disso pra viver?
E nós vamos nos cruzar na rua qualquer dia desses...em 10 segundos lembraremos das nossas alegrias, e pelo resto da vida nós as esqueceremos?
Não sei se é a maldita época, não sei se é o maldito capitalismo, ou se somos nós que nos amaldiçoamos.
E a cada jogada,um pedaço do seu tesouro se vai.
Quantos pedaços de você ainda restam?
Quantos pedaços de você ainda podem ser perdidos?
Vontade de criar uma nova vida,de fazer as malas e sair desse lugar, pra ve se acho o meu lugar.
Medo de sair, e acabar descobrindo que o lugar sempre foi aqui.
Medo de ficar, e descobrir que a chance passou e você nunca vai descobrir qual era seu lugar.
Vida, oh vida, de tão humana, tão inumana.
Me traga de volta a vida.
Thursday, January 31, 2008
De Lembranças a Fantasmas
De vez enquando bate aquela sensação nostálgica.
Eu abro minha gaveta e me deparo com duas fotos 3x4 que não minhas. Boto dentro do bolso pra quando eu for sair, colocá-las dentro da minha carteira.
E eu que fui atrás de trabalho, de festas, de vida, pra sair da prisão de amores mal resolvidos.
Mas então, eu chego no trabalho, abro minha bolsa, pego minha carteira, e me deparo com o que um dia foi meu presente.
Quando os outros vêem...
- Quem é?
São os dez segundos mais difíceis de se respirar.
Porque é uma bomba relógio, parece que o tempo para naquele instante e tudo vem feito turbilhão na mente.
"Meu Deus, quem é?"
Eu não sei, eu sabia quem era.
Mas as vezes eu até duvido disso...
E vem na cabeça mais uma tentativa. Pra que?
Não!
Pra levar mais um banho de palavras ferrenhas?
Pra escutar alguém dizer que eu só fui um fantasma?
Talvez se ache no direito, e talvez até tenha direitos.
Aliás, todos nós temos o poder de matar, ferir, roubar, enganar...
Ter o poder não significa estar no direito, ter direito não dá o poder.
E são por essas e outras que eu me faço cair na real.
As coisas que eu não entendo.
Será que não significou nada mesmo? Vamos dar as costas, negar aquelas juras, emputar e dizer: não dá mais certo.
Então, me peça pra seguir em frente. Me deixe seguir em frente assim como você o fez.
Diga: VÁAAAAAA!
Não me faz ir atrás de mendigar por uma migalha que você joga aos pombos da praça.
Onde estão suas lembranças, onde está seu passado?
Eu me nego a acreditar que eu fui apenas um fantasma.
Eu abro minha gaveta e me deparo com duas fotos 3x4 que não minhas. Boto dentro do bolso pra quando eu for sair, colocá-las dentro da minha carteira.
E eu que fui atrás de trabalho, de festas, de vida, pra sair da prisão de amores mal resolvidos.
Mas então, eu chego no trabalho, abro minha bolsa, pego minha carteira, e me deparo com o que um dia foi meu presente.
Quando os outros vêem...
- Quem é?
São os dez segundos mais difíceis de se respirar.
Porque é uma bomba relógio, parece que o tempo para naquele instante e tudo vem feito turbilhão na mente.
"Meu Deus, quem é?"
Eu não sei, eu sabia quem era.
Mas as vezes eu até duvido disso...
E vem na cabeça mais uma tentativa. Pra que?
Não!
Pra levar mais um banho de palavras ferrenhas?
Pra escutar alguém dizer que eu só fui um fantasma?
Talvez se ache no direito, e talvez até tenha direitos.
Aliás, todos nós temos o poder de matar, ferir, roubar, enganar...
Ter o poder não significa estar no direito, ter direito não dá o poder.
E são por essas e outras que eu me faço cair na real.
As coisas que eu não entendo.
Será que não significou nada mesmo? Vamos dar as costas, negar aquelas juras, emputar e dizer: não dá mais certo.
Então, me peça pra seguir em frente. Me deixe seguir em frente assim como você o fez.
Diga: VÁAAAAAA!
Não me faz ir atrás de mendigar por uma migalha que você joga aos pombos da praça.
Onde estão suas lembranças, onde está seu passado?
Eu me nego a acreditar que eu fui apenas um fantasma.
Tuesday, June 12, 2007
Será que não sabe mesmo?
Pluft: e fez isso quando caiu nos meus braços.
Não: falou pra sua consciencia, "vamos negar os fatos"
Alguém: procura lá fora, enquanto eu estou dentro da sua casa.
Acaso: vai cair do céu, um anjo com asas.
Mas nem imagina: que a solução está do seu lado.
Saudade: uma verdade deslavada.
Ama: mas nem diz nada.
Tchau: pra dar adeus a sua amada.
Boa Noite: que pena, já passa das 2! já é madrugada.
Não: falou pra sua consciencia, "vamos negar os fatos"
Alguém: procura lá fora, enquanto eu estou dentro da sua casa.
Acaso: vai cair do céu, um anjo com asas.
Mas nem imagina: que a solução está do seu lado.
Saudade: uma verdade deslavada.
Ama: mas nem diz nada.
Tchau: pra dar adeus a sua amada.
Boa Noite: que pena, já passa das 2! já é madrugada.
Sunday, April 15, 2007
Dia Maravilhoso.
Ontem eu tinha que ter ido me encontrar com o Tiago(guitar) pra ir na casa do Rodrigo(guitar) pra nos confraternizar... tudo bem! A não ser pelo fato da casa dele ser lá na PQP pra mim!
Então, marquei lá no Benfica, pro Tiago me buscar de carro e a gente se perder junto por fortaleza.
Me apronto, e chego no Benfica na horinha certa: 18:00. Fui praquela parte que é de subida de deficiente físico lá na entrada, por ser mais reservado.
Tirei meu black e meu isqueiro. Acho que isso foi motivo suficiente pro segurança da entrada ir pra onde eu estava, e ficar coladinho comigo.
Terminei de fumar, ele deu o fora, aí eu entrei. Nisso o Tiago já tinha mandado uma msg: “meu vizinho morreu, vou pro velório e não vai dar pra eu ir”. As pessoas deveriam morrer em momentos menos inconvenientes!
Beleza, assim que eu entro DOIS me perseguem. Tratei logo de subir... e quando chego lá em cima, UM gruda em mim. Parei numa vitrine pra vê se o mane parava também, ou aliviava pra mim. Passou direto...
Fui ver o pessoal brincando no PUMP! Pra que? O maníaco que já tinha perseguido eu e a Mari estava dançando.
O infeliz me reconheceu... e grudou em mim. “vamos assistir um filme, deixar eu comprar um negocio pra tu, dia 4 vem pra cá”. Detalhe, mal conseguia pronunciar as palavras direito. Tinha uma aparência degradante..
“Vixe... tenho que ir embora agora, foi mal, to indo nessa”
“Eu vou te deixar ate a parada”
“Ta, beleza”
“qual o ônibus que tu pega”
“Qualquer um pro Siqueira”
Chegando na parada, olhei só “av. João pessoa.”.
“Tchau rapaz, é esse o meu”
“Péra que eu vou para ele pra vc”
Foi lá. Deu sinal de S.O.S pro motorista, e eu pulei no busão.
“ufa, me livrei do doido”
E o trocador ficou me encarando, tipo “essa vai descer por trás”.
Vou não meu filho, porque eu tenho 0,80, beleza?
Quem desceu foi o cara bem vestido que estava na minha frente, e eu pensei: “viu seu otário!”
Caraleo... né que a porra do ônibus não ia pro Siqueira? Fui parar no terminal da Parangaba!
E eu com a carteirinha da Mari... na hora que o trocador ia olhar a foto eu:
“valhalha, qual eu pego, vila Manuel 1 ou 2 pro Siqueira”
Chega o pobirrei sorriu, ficou feliz e saltitante. Nem olhou mais pra foto... Aprendi isso assistindo filme: distração.
Lai vai eu pegar o Vila... Fui em pé, e um bebao que tava do meu lado ficou me paquerando.. Sim, eu tenho sorte.
Cheguei em casa inteira, e doida pra sair pro Sitio Ta Bonito.
A viciada da Mari fez drama, inventou mil desculpas pra não ir, quando na verdade queria somente ficar na net sendo sugada pelo próprio vicio: as coisas que vc possui acabam te possuindo.
Resolvi ir sem ela. Fui com meu tio, tia, e outro cara da banda.
Conheci tanta gente do ramo de forró... Gente assim que pra mim é tudo igual, normal normal. Forro moral... e outros de outras bandas que não faço a mínima idéia.
Bom é que na parte do camarim já tem as entradas: cachaça e whisky.
Mas meo deos... nunca me diverti tanto em um forró na minha vida. MA-RA-VI-LHO-SO. Pena que homem bonito tava em falta... mas, foi bastante feliz!
XD~~
Eu e a tia Célia demos de pau na caipirosca, whisky... nusss! Eu nunca sorri tanto na minha vida em lugar publico, e nunca fui tão simpática.
Massa foi na volta... que voltamos com o baterista, Augusto!
Faltando pouco pra chegar ao nosso destino, FALTOU gasosa! Hahahaah! Em plena 3:45 da manhã, nós parados num dos bairros mais cheio de marginais de fortaleza! Sorte é pouco... sem falar que foi em frente a um posto de gasolina.. FECHADO. Acho que todos os postos deveriam ser 24 horas! Que absurdo!
Lá vai a gente fazendo sinal pra moto taxistas pra comprar gasosa... um pensou que nós éramos ladrões... passou direto.
Um outro aceitou o sinal de S.O.S.
Augusto- “ei cara, dá pra tu comprar ali gasolina aditivada pra gente?”
Moto taxista - “Dá sim, é três REAL”
Augusto - “Beleza, pega aqui, e compra 10 de gasolina.”
Tia – “mas alguém tem que ir com ele...”
O Augusto não podia, porque eu e Tia não podíamos ficar sozinhas naquele lugar sinistro... A tia estava de saia.. sobrou pra quem? EU!
No caminho:
Moto taxista – “ Menina, como tu e bonita” –ajeitando retrovisor pra pegar mesmo na minha cara.
Eu – “fazer o que né tio”
Moto- “aquele cara é teu marido”
Eu – “infelizmente não.”
Moto – “humm”
Chegamos no posto e pá....
Moto- “sabia que duas meninas sairam correndo?”
Eu – “o que? Correndo do senhor?” ... pensei: pronto, esse cara foi me raptar!
Moto – “não não.. as bixinhas não tinham dinheiro pra me pegar, por isso saíram correndo”
Eu – “AH BOM”
Gasolina comprada, e no trajeto pro carro:
Moto- “serio, vc não tem namorado?”
Eu – “TENHO NÃO MEU SENHOR... meus pais não deixam!”
Moto – “que mentira que vc não tem namorado...”
Eu – “meu pai é POLICIAL, é muito conservador... “ =D
Moto – “ahhhhh”
SILENCIO.
Chegando no carro, dei gloria por não ter sido levada pra um lugar remoto e obscuro.
Moto taxista , tacando a moto por cima de mim: “tchau princesinha”
Vai e não volta mais infeliz.
Consegui chegar em casa inteira.
Fora que aconteceram outras coisas nesse dia.
Eu realmente tenho que tomar mais cuidado quando for sair de casa... esse dia provou o quanto tudo é catastrófico a minha volta.
Então, marquei lá no Benfica, pro Tiago me buscar de carro e a gente se perder junto por fortaleza.
Me apronto, e chego no Benfica na horinha certa: 18:00. Fui praquela parte que é de subida de deficiente físico lá na entrada, por ser mais reservado.
Tirei meu black e meu isqueiro. Acho que isso foi motivo suficiente pro segurança da entrada ir pra onde eu estava, e ficar coladinho comigo.
Terminei de fumar, ele deu o fora, aí eu entrei. Nisso o Tiago já tinha mandado uma msg: “meu vizinho morreu, vou pro velório e não vai dar pra eu ir”. As pessoas deveriam morrer em momentos menos inconvenientes!
Beleza, assim que eu entro DOIS me perseguem. Tratei logo de subir... e quando chego lá em cima, UM gruda em mim. Parei numa vitrine pra vê se o mane parava também, ou aliviava pra mim. Passou direto...
Fui ver o pessoal brincando no PUMP! Pra que? O maníaco que já tinha perseguido eu e a Mari estava dançando.
O infeliz me reconheceu... e grudou em mim. “vamos assistir um filme, deixar eu comprar um negocio pra tu, dia 4 vem pra cá”. Detalhe, mal conseguia pronunciar as palavras direito. Tinha uma aparência degradante..
“Vixe... tenho que ir embora agora, foi mal, to indo nessa”
“Eu vou te deixar ate a parada”
“Ta, beleza”
“qual o ônibus que tu pega”
“Qualquer um pro Siqueira”
Chegando na parada, olhei só “av. João pessoa.”.
“Tchau rapaz, é esse o meu”
“Péra que eu vou para ele pra vc”
Foi lá. Deu sinal de S.O.S pro motorista, e eu pulei no busão.
“ufa, me livrei do doido”
E o trocador ficou me encarando, tipo “essa vai descer por trás”.
Vou não meu filho, porque eu tenho 0,80, beleza?
Quem desceu foi o cara bem vestido que estava na minha frente, e eu pensei: “viu seu otário!”
Caraleo... né que a porra do ônibus não ia pro Siqueira? Fui parar no terminal da Parangaba!
E eu com a carteirinha da Mari... na hora que o trocador ia olhar a foto eu:
“valhalha, qual eu pego, vila Manuel 1 ou 2 pro Siqueira”
Chega o pobirrei sorriu, ficou feliz e saltitante. Nem olhou mais pra foto... Aprendi isso assistindo filme: distração.
Lai vai eu pegar o Vila... Fui em pé, e um bebao que tava do meu lado ficou me paquerando.. Sim, eu tenho sorte.
Cheguei em casa inteira, e doida pra sair pro Sitio Ta Bonito.
A viciada da Mari fez drama, inventou mil desculpas pra não ir, quando na verdade queria somente ficar na net sendo sugada pelo próprio vicio: as coisas que vc possui acabam te possuindo.
Resolvi ir sem ela. Fui com meu tio, tia, e outro cara da banda.
Conheci tanta gente do ramo de forró... Gente assim que pra mim é tudo igual, normal normal. Forro moral... e outros de outras bandas que não faço a mínima idéia.
Bom é que na parte do camarim já tem as entradas: cachaça e whisky.
Mas meo deos... nunca me diverti tanto em um forró na minha vida. MA-RA-VI-LHO-SO. Pena que homem bonito tava em falta... mas, foi bastante feliz!
XD~~
Eu e a tia Célia demos de pau na caipirosca, whisky... nusss! Eu nunca sorri tanto na minha vida em lugar publico, e nunca fui tão simpática.
Massa foi na volta... que voltamos com o baterista, Augusto!
Faltando pouco pra chegar ao nosso destino, FALTOU gasosa! Hahahaah! Em plena 3:45 da manhã, nós parados num dos bairros mais cheio de marginais de fortaleza! Sorte é pouco... sem falar que foi em frente a um posto de gasolina.. FECHADO. Acho que todos os postos deveriam ser 24 horas! Que absurdo!
Lá vai a gente fazendo sinal pra moto taxistas pra comprar gasosa... um pensou que nós éramos ladrões... passou direto.
Um outro aceitou o sinal de S.O.S.
Augusto- “ei cara, dá pra tu comprar ali gasolina aditivada pra gente?”
Moto taxista - “Dá sim, é três REAL”
Augusto - “Beleza, pega aqui, e compra 10 de gasolina.”
Tia – “mas alguém tem que ir com ele...”
O Augusto não podia, porque eu e Tia não podíamos ficar sozinhas naquele lugar sinistro... A tia estava de saia.. sobrou pra quem? EU!
No caminho:
Moto taxista – “ Menina, como tu e bonita” –ajeitando retrovisor pra pegar mesmo na minha cara.
Eu – “fazer o que né tio”
Moto- “aquele cara é teu marido”
Eu – “infelizmente não.”
Moto – “humm”
Chegamos no posto e pá....
Moto- “sabia que duas meninas sairam correndo?”
Eu – “o que? Correndo do senhor?” ... pensei: pronto, esse cara foi me raptar!
Moto – “não não.. as bixinhas não tinham dinheiro pra me pegar, por isso saíram correndo”
Eu – “AH BOM”
Gasolina comprada, e no trajeto pro carro:
Moto- “serio, vc não tem namorado?”
Eu – “TENHO NÃO MEU SENHOR... meus pais não deixam!”
Moto – “que mentira que vc não tem namorado...”
Eu – “meu pai é POLICIAL, é muito conservador... “ =D
Moto – “ahhhhh”
SILENCIO.
Chegando no carro, dei gloria por não ter sido levada pra um lugar remoto e obscuro.
Moto taxista , tacando a moto por cima de mim: “tchau princesinha”
Vai e não volta mais infeliz.
Consegui chegar em casa inteira.
Fora que aconteceram outras coisas nesse dia.
Eu realmente tenho que tomar mais cuidado quando for sair de casa... esse dia provou o quanto tudo é catastrófico a minha volta.
Sunday, April 8, 2007
Medonho
Sabe, enquanto era calada se perguntavam por que eu era calada. Mas nem sempre a gente tem as drogas das respostas. E mesmo quando tem, ninguem quer mais saber. Eu seu, sou atrasada em tudo. Sei que chego no meio da historia, querendo ser personagem principal. E acredite, eu tenho consciência que nao sou. Sonhar é de graça.
Sou um daqueles trens velhos e ultrapassados, em uma trilha sem fim, mas que passa por todos os lugares. Eu levo esse montão de gente, pra onde eles querem. Tem bancos e aposentos confortáveis. Depois de tantos anos, o que mes resta é ferrugem.
Disso nem reclamo mais...
aliás, de que eu reclamo de você?
Tá aqui o problema, n'alma.
Quantas eu vezes eu disse que ia dar o fora e traçar meu proprio caminho. Quantas vezes eu quebrei minha proprias promessas. Quantas vezes nao fui fiel ao que queria...
Essa sao contas que eu prefiro nem fazer.
De tempos em tempos eu chego em algum lugar(q na verdade nao é nenhum) e despejo uma cachoeira de coisas que eu só me lembro nos piores momentos. Porque é mais falar pra ninguem e nao ter respostas, a falar pra alguem que nao entende, e ainda por cima te cobra resposta. Manda você calar a boca porque nao é mais conveniente saber dessas coisas...
"é melhor rir do desconhecido, e desprezar o que já se conhece até debaixo d'agua".
Então está na hora de mostrar, que o Senhor nao conhece todos os bichos do mar.
Cansei dessa minha falta de seriedade esculachada. Pior é que eu já cavei tanto isso, que parece que me obrigam. É como uma identidade falsa. Um nova vida, uma nova responsabilidade.
Eu quero aquela vida velha, aquela que só eu conhecia e mais ninguem. Eu quero aquela vida que meu unico medo era nao morrer logo de uma vez. Eu quero aquela vida que só eu me compreendia e me conformava por isso. Eu quero sentir aquele tempo, que eu sabia que era diferente, e nao tinha esperança que entendessem meus pensamentos vadios. Eu quero ter a falta de criatividade de uma criança, aquela sem maldades. Eu queria poder brigar pela bicicleta grande que eu nao podia andar.
E eu gostava de fingir que nao existia...
Quero minha solidao, minha solidão de volta. Quero minha solidão incabivel dentro de mim e volta.
Eu quero esquecer aqueles dias, aquelas pessoas, e aquelas malditas decepções.
E de novo, devolve aquela minha solidão intangível.
Se esse é o preço, eu estou disposta a pagar.
Sou um daqueles trens velhos e ultrapassados, em uma trilha sem fim, mas que passa por todos os lugares. Eu levo esse montão de gente, pra onde eles querem. Tem bancos e aposentos confortáveis. Depois de tantos anos, o que mes resta é ferrugem.
Disso nem reclamo mais...
aliás, de que eu reclamo de você?
Tá aqui o problema, n'alma.
Quantas eu vezes eu disse que ia dar o fora e traçar meu proprio caminho. Quantas vezes eu quebrei minha proprias promessas. Quantas vezes nao fui fiel ao que queria...
Essa sao contas que eu prefiro nem fazer.
De tempos em tempos eu chego em algum lugar(q na verdade nao é nenhum) e despejo uma cachoeira de coisas que eu só me lembro nos piores momentos. Porque é mais falar pra ninguem e nao ter respostas, a falar pra alguem que nao entende, e ainda por cima te cobra resposta. Manda você calar a boca porque nao é mais conveniente saber dessas coisas...
"é melhor rir do desconhecido, e desprezar o que já se conhece até debaixo d'agua".
Então está na hora de mostrar, que o Senhor nao conhece todos os bichos do mar.
Cansei dessa minha falta de seriedade esculachada. Pior é que eu já cavei tanto isso, que parece que me obrigam. É como uma identidade falsa. Um nova vida, uma nova responsabilidade.
Eu quero aquela vida velha, aquela que só eu conhecia e mais ninguem. Eu quero aquela vida que meu unico medo era nao morrer logo de uma vez. Eu quero aquela vida que só eu me compreendia e me conformava por isso. Eu quero sentir aquele tempo, que eu sabia que era diferente, e nao tinha esperança que entendessem meus pensamentos vadios. Eu quero ter a falta de criatividade de uma criança, aquela sem maldades. Eu queria poder brigar pela bicicleta grande que eu nao podia andar.
E eu gostava de fingir que nao existia...
Quero minha solidao, minha solidão de volta. Quero minha solidão incabivel dentro de mim e volta.
Eu quero esquecer aqueles dias, aquelas pessoas, e aquelas malditas decepções.
E de novo, devolve aquela minha solidão intangível.
Se esse é o preço, eu estou disposta a pagar.
Subscribe to:
Posts (Atom)