Saturday, July 12, 2008
Friday, July 4, 2008
A Máquina Temporal De Thomás

Já se passaram dois anos. O sagrado whisky na mão esquerda o fazia lembrar dos tempos amargos e doces do passado. Até o maldito cigarro sem menta,sem canela, somente com nicotina na mão direita lembrava ela.
Deu várias risadas. Não acreditava naquelas imagens e falas da TV.
"Então! Finalmente ela conseguiu!"
Era a vigesima vez que via aquela reportagem. Já sabia de cor e salteado cada gesto e palavra mencionada no video de 15 minutos. Talvez fosse uma forma de se torturar,se punir. Mas ele apenas sorria, se contorcia, colocava as mãos na cabeça, aproximava os olhos da tela e depois num ato de repulsa se afastava bruscamente.
"Desgraçada"
Foi em um mesmo verão desses que viveu a época mais inocente e feliz da sua vida objetiva. Havia conhecido uma grande amiga. Pueril, em plenos 19 anos e ela 23. Ele era o melhor amigo, o melhor conselheiro. A tinha como uma irmã mais velha e mais louca.
"Sim,ela era louca."
Aos poucos penetrava nas muralhas da menina velha e mal criada. Contava ao cavalheiro histórias absurdas, de cigarros além da nicotina á noites mal acompanhadas que a mantinham acordada. Tinha uma vida inteira sem precisar dele. Se divertia, saía, dançava, amava.. sem precisar dele. Porém, não era isso que ela dizia nas noites vazias.
Ela tinha todos os erros possíveis de uma obra de Picasso. Tinha traços grotescos, absurdamente expressíveis. Cada cor extravagante pintada na tela do rosto dela e mesmo assim tinha uma harmonia invejável, dava uma sede "apoderável".
"Era perfeita."
Um repleto arco-íres que em qualquer outra ficaria irônico, nela caía como um vestido colorido numa flor ao amanhecer. Cheia de um perfume hipnotizador... Ela dançava em frente aos olhos dele, e ele entendia como um pedido humilde de amor.
E quando ela balançava as pétalas loiras feito um sol ascendente na direção do vento desfalecia o coração daquele menino-velho-sorridente.
As curvas daqueles rabiscos, um esboço de amor que não sabia que pudesse ser dele.
"Ahhh! Ela foi um verdadeiro amor."
Era como se a visse naquele momento, apesar de nunca ve-la realmente.
"Ela tinha uma vida inteira sem precisar de mim! Mas não era isso que ela me dizia..."
E se foi, como se nunca tivesse vindo.
Ele ainda tentou mandar uma carta, ligar para aquele vilarejo. Ela já não era mais quem ele tinha conhecido.
Sabia que se a apoiasse a crescer ele diminuíria ao ponto de ser uma pequena mancha no vidro de proteção daquela obra renegada de Picasso.
Mesmo assim, deu todo o apoio pra muralha ir além da fronteira que ele dominava.
De certa forma, deixou que partisse, e assim partisse em mil o seu próprio coração
"Eu queria poder dizer tudo isso a ela."
Que foi diferente. Ela era diferente de todos os vinhos que provou. Porque nunca a provou. Um sonho petrificado em uma tela, algo que jamais poderia ter em mãos. E num ato majestoso desprezava o paladar daquele cavalheiro quando nem se quer queria saber como ele estava, onde ele está agora, se sente saudades...
"Acho que vou vomitar fumaça com whisky."
Lá estava ela gloriosa sob um trono rodiado de súditos, vassalos, e milhares de "cavaleiros". Eles a rapitavam em seus cavalos acizentados, faziam parte da fantasia que ela mesma criava pra se afungentar de si mesma.
"Eu fui a realidade dela"
Só ele tinha esse dom de transportá-la para a pessoa magnifica que ela era. Ele talvez a amedrontava... era a unica realidade de verdades, e surreal de estar presente. Era um presente despresente. Na cabeça dela e na dele, real. Mas não haviam toques, perfumes, contatos...
"Deve ter sido por isso que não deu certo."
O sol já está invadindo com as flechas amarelas os olhos castanhos cor-de-mel daquele cavalheiro.
"Lá está ela, longe de mim. Conseguiu o emprego que queria, conseguiu a gloria que queria. Agora ela tem mais uma vida inteira sem precisar de mim. Nunca precisou. Sabia que me usava como distração, como uma peça envelhecida e empoeirada na anti-sala do seu magnifico quadro de Picasso. Ela nunca vai saber que eu,um singelo cavalheiro que se debruçava sobre os campos só para ve-la surgindo no horizonte com os seus raios amarelados, a amava ao ponto de criar asas e ir em direção a ela mesmo sabendo que tombaria feito Ícaro, iria até ela mostrar que ainda existe um velho-menino amando cada traço de um quadro que mesmo não sendo de Picasso, seria a maior obra de arte exposta na mente,alma e coração de um amante a espera da volta de quem um dia, sem que nenhum dos dois soubessem, fosse sua amada."
Essa é a Máquina Temporal de Thomás: um coração feito de lembranças.
.
Já se passaram dois anos. O sagrado whisky na mão esquerda o fazia lembrar dos tempos amargos e doces do passado. Até o maldito cigarro sem menta,sem canela, somente com nicotina na mão direita lembrava ela.
Deu várias risadas. Não acreditava naquelas imagens e falas da TV.
"Então! Finalmente ela conseguiu!"
Era a vigesima vez que via aquela reportagem. Já sabia de cor e salteado cada gesto e palavra mencionada no video de 15 minutos. Talvez fosse uma forma de se torturar,se punir. Mas ele apenas sorria, se contorcia, colocava as mãos na cabeça, aproximava os olhos da tela e depois num ato de repulsa se afastava bruscamente.
"Desgraçada"
Foi em um mesmo verão desses que viveu a época mais inocente e feliz da sua vida objetiva. Havia conhecido uma grande amiga. Pueril, em plenos 19 anos e ela 23. Ele era o melhor amigo, o melhor conselheiro. A tinha como uma irmã mais velha e mais louca.
"Sim,ela era louca."
Aos poucos penetrava nas muralhas da menina velha e mal criada. Contava ao cavalheiro histórias absurdas, de cigarros além da nicotina á noites mal acompanhadas que a mantinham acordada. Tinha uma vida inteira sem precisar dele. Se divertia, saía, dançava, amava.. sem precisar dele. Porém, não era isso que ela dizia nas noites vazias.
Ela tinha todos os erros possíveis de uma obra de Picasso. Tinha traços grotescos, absurdamente expressíveis. Cada cor extravagante pintada na tela do rosto dela e mesmo assim tinha uma harmonia invejável, dava uma sede "apoderável".
"Era perfeita."
Um repleto arco-íres que em qualquer outra ficaria irônico, nela caía como um vestido colorido numa flor ao amanhecer. Cheia de um perfume hipnotizador... Ela dançava em frente aos olhos dele, e ele entendia como um pedido humilde de amor.
E quando ela balançava as pétalas loiras feito um sol ascendente na direção do vento desfalecia o coração daquele menino-velho-sorridente.
As curvas daqueles rabiscos, um esboço de amor que não sabia que pudesse ser dele.
"Ahhh! Ela foi um verdadeiro amor."
Era como se a visse naquele momento, apesar de nunca ve-la realmente.
"Ela tinha uma vida inteira sem precisar de mim! Mas não era isso que ela me dizia..."
E se foi, como se nunca tivesse vindo.
Ele ainda tentou mandar uma carta, ligar para aquele vilarejo. Ela já não era mais quem ele tinha conhecido.
Sabia que se a apoiasse a crescer ele diminuíria ao ponto de ser uma pequena mancha no vidro de proteção daquela obra renegada de Picasso.
Mesmo assim, deu todo o apoio pra muralha ir além da fronteira que ele dominava.
De certa forma, deixou que partisse, e assim partisse em mil o seu próprio coração
"Eu queria poder dizer tudo isso a ela."
Que foi diferente. Ela era diferente de todos os vinhos que provou. Porque nunca a provou. Um sonho petrificado em uma tela, algo que jamais poderia ter em mãos. E num ato majestoso desprezava o paladar daquele cavalheiro quando nem se quer queria saber como ele estava, onde ele está agora, se sente saudades...
"Acho que vou vomitar fumaça com whisky."
Lá estava ela gloriosa sob um trono rodiado de súditos, vassalos, e milhares de "cavaleiros". Eles a rapitavam em seus cavalos acizentados, faziam parte da fantasia que ela mesma criava pra se afungentar de si mesma.
"Eu fui a realidade dela"
Só ele tinha esse dom de transportá-la para a pessoa magnifica que ela era. Ele talvez a amedrontava... era a unica realidade de verdades, e surreal de estar presente. Era um presente despresente. Na cabeça dela e na dele, real. Mas não haviam toques, perfumes, contatos...
"Deve ter sido por isso que não deu certo."
O sol já está invadindo com as flechas amarelas os olhos castanhos cor-de-mel daquele cavalheiro.
"Lá está ela, longe de mim. Conseguiu o emprego que queria, conseguiu a gloria que queria. Agora ela tem mais uma vida inteira sem precisar de mim. Nunca precisou. Sabia que me usava como distração, como uma peça envelhecida e empoeirada na anti-sala do seu magnifico quadro de Picasso. Ela nunca vai saber que eu,um singelo cavalheiro que se debruçava sobre os campos só para ve-la surgindo no horizonte com os seus raios amarelados, a amava ao ponto de criar asas e ir em direção a ela mesmo sabendo que tombaria feito Ícaro, iria até ela mostrar que ainda existe um velho-menino amando cada traço de um quadro que mesmo não sendo de Picasso, seria a maior obra de arte exposta na mente,alma e coração de um amante a espera da volta de quem um dia, sem que nenhum dos dois soubessem, fosse sua amada."
Essa é a Máquina Temporal de Thomás: um coração feito de lembranças.
.
Tuesday, June 24, 2008
É Agora!
?

Quando eu fazia o 2 ° ano achava que dava pra fazer qualquer porcaria a base de um eletroimã.

Porque tinha brinquedos que funcionavam a base de pilhas e eletroimã.
Pensava em criar um robô.

Porque se fomos ver, seria um mecanismo simples. Seria bem precário, movimentos bruscos, mas seria o meu robô.
Feito com minhas próprias mãos.

Então pesquisei na internet sobre um eletroimã e como poderia fazê-lo.
Mas eu não achei nada de brilhante.

Agora vou escrever meu nome na história desse mundo, mesmo sem a porcaria do eletroimã.
Quando eu fazia o 2 ° ano achava que dava pra fazer qualquer porcaria a base de um eletroimã.
Porque tinha brinquedos que funcionavam a base de pilhas e eletroimã.
Pensava em criar um robô.
Porque se fomos ver, seria um mecanismo simples. Seria bem precário, movimentos bruscos, mas seria o meu robô.
Feito com minhas próprias mãos.
Então pesquisei na internet sobre um eletroimã e como poderia fazê-lo.
Mas eu não achei nada de brilhante.
Agora vou escrever meu nome na história desse mundo, mesmo sem a porcaria do eletroimã.
Wednesday, June 11, 2008
Os Segredos de Lemure
A internet é uma faca afiada, tanto corta o pão como rasga a mão do esfomeado.
Porque é assim mesmo Bárbara... Peso e contra-peso. Eu sabia que ela mentia, mas tinha a esperança de mostrar que já não era mais necessário. O que iremos fazer agora, hum?
É como eu havia lhe dito: "Para se ganhar algo que preste, primeiro terá que perder tudo".
Você perdeu. Adimita.
Nós perdemos.
Como prevemos, o sol formosamente amarelo foi embora sem lhe falar nada, um de seus fantasmas voltou falando de amores, uma outra não merece nem citações, a de agora vai aprender da pior forma a dar valor aos amores enquantos estes, ainda amam.
Bem, vou explicar direitinho como vai ser.. só pra variar.
Amanhã não poderá terminar, pois ainda é cedo. Somente na ultima semana de julho que teremos a liberdade de sermos nós mesmos.E não vejo a hora..... ahh, finalmente! Quase sinto o gosto das palavras ferrenhas!
Aguente mais um pouco.. eu sei que está para explodir.
Nós vamos explodir.
Que sono Lemure...
Hoje foi o dia que nós lemos o que não queriamos, que nós decidimos o que não queriamos,o dia que mais um pedaço caiu de você.
Não se preocupe, vários de você surgirão.
Ou de mim...
Desgraçada,eu li todas as palavras, vá e fique com seus cães!
Lemure.
Porque é assim mesmo Bárbara... Peso e contra-peso. Eu sabia que ela mentia, mas tinha a esperança de mostrar que já não era mais necessário. O que iremos fazer agora, hum?
É como eu havia lhe dito: "Para se ganhar algo que preste, primeiro terá que perder tudo".
Você perdeu. Adimita.
Nós perdemos.
Como prevemos, o sol formosamente amarelo foi embora sem lhe falar nada, um de seus fantasmas voltou falando de amores, uma outra não merece nem citações, a de agora vai aprender da pior forma a dar valor aos amores enquantos estes, ainda amam.
Bem, vou explicar direitinho como vai ser.. só pra variar.
Amanhã não poderá terminar, pois ainda é cedo. Somente na ultima semana de julho que teremos a liberdade de sermos nós mesmos.E não vejo a hora..... ahh, finalmente! Quase sinto o gosto das palavras ferrenhas!
Aguente mais um pouco.. eu sei que está para explodir.
Nós vamos explodir.
Que sono Lemure...
Hoje foi o dia que nós lemos o que não queriamos, que nós decidimos o que não queriamos,o dia que mais um pedaço caiu de você.
Não se preocupe, vários de você surgirão.
Ou de mim...
Desgraçada,eu li todas as palavras, vá e fique com seus cães!
Lemure.
Monday, June 9, 2008
Como será amanhã?
Cética.Ser extremamente cético, e sutilmente crente quando acredita nos sonhos da noite passada.
Vamos, vou tentar falar em primeira pessoa, eu quero que meus "eus" me deixem sozinha.
Eu escolhi amar o surreal, eu escolhi amar o sonho de "amar".Uma tentativa minha de resgatar aquela sensação de ver o mar pela primeira vez. Os castelos de buzios, um coração na areia, os nomes escritos pra água salgada levar de você..
Oh Céus, é tão tudo tão lindo.
Eu vi ao entardecer aquele sol ofuscante rasgando um céu de nuvens acinzentadas,e no meio do mar uma faixa larga de brilho trilhada para minha direção.
Longe do lar, longe de tudo aquilo que me fez o que sou hoje.
E eu estava só?
Quem estava naquele momento a ler meus pensamentos, a sentir exatamente o que minha alma observava?
E era só eu, somente eu e mais ninguém.
E meus amigos conversavam, as pessoas passeavam, ambulantes com cds, a garçonete com o dinheiro, o coqueiro crescendo, o mar pra refrescar, o sou pra iluminar, e uma alma perdida pensando em uma quase vida.
E agora,foi-se;
Eu não quero dormir e esquecer de hoje. Mas eu pedi! Pedi pra me aliviar todas as noites daquilo que me faz pensar nas dores!
È doloroso ver as coisas da vida?
Não!
É doloroso perde-las.
Mas ainda não as perdi,quer dizer, perdi muitos amigos. Amigos?
Quem são afinal?Quem eles eram?
Eu quero lembrar de hoje amanhã. Eu quero fazer diferente amanhã.
Digo isso todas as noites faz uma semana.
Quando chego no maldito trabalho, não sou mais eu. Quando passo pela catraca, pego de volta a identidade que deixei na hora de entrar.
Negócios, sempre separando as coisas.
Sempre particionando relações.
Eu não sei.
Eu tenho familia, eu tenho amigos, eu tenho trabalho, eu tenho o amor.
Ainda falta algo.
O que ainda restará de mim amanhã?
Vamos, vou tentar falar em primeira pessoa, eu quero que meus "eus" me deixem sozinha.
Eu escolhi amar o surreal, eu escolhi amar o sonho de "amar".Uma tentativa minha de resgatar aquela sensação de ver o mar pela primeira vez. Os castelos de buzios, um coração na areia, os nomes escritos pra água salgada levar de você..
Oh Céus, é tão tudo tão lindo.
Eu vi ao entardecer aquele sol ofuscante rasgando um céu de nuvens acinzentadas,e no meio do mar uma faixa larga de brilho trilhada para minha direção.
Longe do lar, longe de tudo aquilo que me fez o que sou hoje.
E eu estava só?
Quem estava naquele momento a ler meus pensamentos, a sentir exatamente o que minha alma observava?
E era só eu, somente eu e mais ninguém.
E meus amigos conversavam, as pessoas passeavam, ambulantes com cds, a garçonete com o dinheiro, o coqueiro crescendo, o mar pra refrescar, o sou pra iluminar, e uma alma perdida pensando em uma quase vida.
E agora,foi-se;
Eu não quero dormir e esquecer de hoje. Mas eu pedi! Pedi pra me aliviar todas as noites daquilo que me faz pensar nas dores!
È doloroso ver as coisas da vida?
Não!
É doloroso perde-las.
Mas ainda não as perdi,quer dizer, perdi muitos amigos. Amigos?
Quem são afinal?Quem eles eram?
Eu quero lembrar de hoje amanhã. Eu quero fazer diferente amanhã.
Digo isso todas as noites faz uma semana.
Quando chego no maldito trabalho, não sou mais eu. Quando passo pela catraca, pego de volta a identidade que deixei na hora de entrar.
Negócios, sempre separando as coisas.
Sempre particionando relações.
Eu não sei.
Eu tenho familia, eu tenho amigos, eu tenho trabalho, eu tenho o amor.
Ainda falta algo.
O que ainda restará de mim amanhã?
Saturday, June 7, 2008
Sonho Latente de Vida
Com os anos, sempre mudanças.
Quando pequenos, desejo, desejo de crescer, e ter finalmente a idade que os seus pais tiveram.
Tudo isso pra ser uma livre criança grande.
Os melhores anos da minha vida foram aqueles que eu não sabia que seriam tão importantes. Estão ali, lapidados nos ano que se passaram. E uma vez perdida tenho a inevitável necessidade de alguns relampagos de imagens antigas se tornarem atuais e reais.
Mas elas nuncam voltam, elas nunca serão as mesmas.
Tudo não passou de um dia,de uma hora, de um minuto, de um instante perdido na sua cabeça.
Mas aconteceu...
Daqui pra frente, como será sem tudo aquilo? Como vai ser sem você meu colega,meu amigo?
O que serei sem mais nada disso pra viver?
E nós vamos nos cruzar na rua qualquer dia desses...em 10 segundos lembraremos das nossas alegrias, e pelo resto da vida nós as esqueceremos?
Não sei se é a maldita época, não sei se é o maldito capitalismo, ou se somos nós que nos amaldiçoamos.
E a cada jogada,um pedaço do seu tesouro se vai.
Quantos pedaços de você ainda restam?
Quantos pedaços de você ainda podem ser perdidos?
Vontade de criar uma nova vida,de fazer as malas e sair desse lugar, pra ve se acho o meu lugar.
Medo de sair, e acabar descobrindo que o lugar sempre foi aqui.
Medo de ficar, e descobrir que a chance passou e você nunca vai descobrir qual era seu lugar.
Vida, oh vida, de tão humana, tão inumana.
Me traga de volta a vida.
Quando pequenos, desejo, desejo de crescer, e ter finalmente a idade que os seus pais tiveram.
Tudo isso pra ser uma livre criança grande.
Os melhores anos da minha vida foram aqueles que eu não sabia que seriam tão importantes. Estão ali, lapidados nos ano que se passaram. E uma vez perdida tenho a inevitável necessidade de alguns relampagos de imagens antigas se tornarem atuais e reais.
Mas elas nuncam voltam, elas nunca serão as mesmas.
Tudo não passou de um dia,de uma hora, de um minuto, de um instante perdido na sua cabeça.
Mas aconteceu...
Daqui pra frente, como será sem tudo aquilo? Como vai ser sem você meu colega,meu amigo?
O que serei sem mais nada disso pra viver?
E nós vamos nos cruzar na rua qualquer dia desses...em 10 segundos lembraremos das nossas alegrias, e pelo resto da vida nós as esqueceremos?
Não sei se é a maldita época, não sei se é o maldito capitalismo, ou se somos nós que nos amaldiçoamos.
E a cada jogada,um pedaço do seu tesouro se vai.
Quantos pedaços de você ainda restam?
Quantos pedaços de você ainda podem ser perdidos?
Vontade de criar uma nova vida,de fazer as malas e sair desse lugar, pra ve se acho o meu lugar.
Medo de sair, e acabar descobrindo que o lugar sempre foi aqui.
Medo de ficar, e descobrir que a chance passou e você nunca vai descobrir qual era seu lugar.
Vida, oh vida, de tão humana, tão inumana.
Me traga de volta a vida.
Thursday, January 31, 2008
De Lembranças a Fantasmas
De vez enquando bate aquela sensação nostálgica.
Eu abro minha gaveta e me deparo com duas fotos 3x4 que não minhas. Boto dentro do bolso pra quando eu for sair, colocá-las dentro da minha carteira.
E eu que fui atrás de trabalho, de festas, de vida, pra sair da prisão de amores mal resolvidos.
Mas então, eu chego no trabalho, abro minha bolsa, pego minha carteira, e me deparo com o que um dia foi meu presente.
Quando os outros vêem...
- Quem é?
São os dez segundos mais difíceis de se respirar.
Porque é uma bomba relógio, parece que o tempo para naquele instante e tudo vem feito turbilhão na mente.
"Meu Deus, quem é?"
Eu não sei, eu sabia quem era.
Mas as vezes eu até duvido disso...
E vem na cabeça mais uma tentativa. Pra que?
Não!
Pra levar mais um banho de palavras ferrenhas?
Pra escutar alguém dizer que eu só fui um fantasma?
Talvez se ache no direito, e talvez até tenha direitos.
Aliás, todos nós temos o poder de matar, ferir, roubar, enganar...
Ter o poder não significa estar no direito, ter direito não dá o poder.
E são por essas e outras que eu me faço cair na real.
As coisas que eu não entendo.
Será que não significou nada mesmo? Vamos dar as costas, negar aquelas juras, emputar e dizer: não dá mais certo.
Então, me peça pra seguir em frente. Me deixe seguir em frente assim como você o fez.
Diga: VÁAAAAAA!
Não me faz ir atrás de mendigar por uma migalha que você joga aos pombos da praça.
Onde estão suas lembranças, onde está seu passado?
Eu me nego a acreditar que eu fui apenas um fantasma.
Eu abro minha gaveta e me deparo com duas fotos 3x4 que não minhas. Boto dentro do bolso pra quando eu for sair, colocá-las dentro da minha carteira.
E eu que fui atrás de trabalho, de festas, de vida, pra sair da prisão de amores mal resolvidos.
Mas então, eu chego no trabalho, abro minha bolsa, pego minha carteira, e me deparo com o que um dia foi meu presente.
Quando os outros vêem...
- Quem é?
São os dez segundos mais difíceis de se respirar.
Porque é uma bomba relógio, parece que o tempo para naquele instante e tudo vem feito turbilhão na mente.
"Meu Deus, quem é?"
Eu não sei, eu sabia quem era.
Mas as vezes eu até duvido disso...
E vem na cabeça mais uma tentativa. Pra que?
Não!
Pra levar mais um banho de palavras ferrenhas?
Pra escutar alguém dizer que eu só fui um fantasma?
Talvez se ache no direito, e talvez até tenha direitos.
Aliás, todos nós temos o poder de matar, ferir, roubar, enganar...
Ter o poder não significa estar no direito, ter direito não dá o poder.
E são por essas e outras que eu me faço cair na real.
As coisas que eu não entendo.
Será que não significou nada mesmo? Vamos dar as costas, negar aquelas juras, emputar e dizer: não dá mais certo.
Então, me peça pra seguir em frente. Me deixe seguir em frente assim como você o fez.
Diga: VÁAAAAAA!
Não me faz ir atrás de mendigar por uma migalha que você joga aos pombos da praça.
Onde estão suas lembranças, onde está seu passado?
Eu me nego a acreditar que eu fui apenas um fantasma.
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