Monday, November 10, 2008
O Extremo Prazer
Talvez não agora, mas vai ser um dia! Quero filosofia, historia, teologia, arqueologia. Me perder em um passado que não foi meu, sem narrativas cansativas, apenas historia, factos.
Vou ao oculista, creio que preciso de óculos de descanso! Ou de descaso com os outros!
Agora sei em qual mundo quero viver.
E quero um canto reservado pra mim, mas bem no canto mesmo.
Saturday, November 8, 2008
Grande Cisma
Eu já tinha pensado em marcar suas iniciais na pele... mas daí, pensei de novo. Não significariam nada, seriam apenas letras tão estranhas quanto os rostos dos seus donos. Se tornariam somente mancha de tinta sobre o corpo.. futil, dispensável e pueril.
Pessoas vazias que um dia idealizei que não o fossem. Por isso gosto de ser diferente, gosto de tatuar almas e vidas. Ou pelo menos gostava. Hoje em dia estou calma, quase flutuando pelas ruas de Fortaleza, sem me importa muito em impressionar. Talvez medo de que me arranquem um pedaço, como foi da ultima vez que me expus ao mundo... tanta inveja sem sentido! Sim, pois pra mim inveja é algo sem logica. Vou tentar me reservar, fazer como nos meus velhos tempos.
Falar menos, observar mais.
Vou ter mais cuidado com as coisas que eu peço.
Apenas quero tranquilidade... e que me deixem só.
Thursday, October 30, 2008
Dos Amores Que Vivi
Ele, cabeça de ovo paulista, foi meu primeiro amor. Nós resolviamos tarefas complicadas juntos, iamos jogar video game depois da aula, passavamos horas e horas no recreio falando de jogos, desenhos... matérias.
Só isso. Eu até tentava dar alguns olhares meio que lascivos, mas eu lá queria mais nada.
Passou... e gostei de outro intelectual man. Só que esse era mais timido ainda... Porém era o mesmo esqueminha de resolver tarefas, falar sobre... Tão nova, tão subdesenvolvida, tão feinha. É, me toquei depois de um ano. Isso foi na setima serie.
Foi no ensino médio a revira-volta.
Não era mais aquela menina timida, introcada, travada, projetil de nerd monotona. Tinha virado uma descolada.
Então, não era mais eu que esperava respostas no olhares. Que vida pra girar. Agora eram eles que tinham esperança no olhar.
Me surgiram amigos apaixonados. Creio que por causa dos amigos antigos que eu era apaixonada, criei algo na cabeça de não misturar os coringas com as trincas. Amigo era amigo, solamiente.
Eu deixava de venerar para ser um amor platonico no palco.
Foi então que surgiu um amigo que quebrava as regras. Obviamente o fator inteligencia ajudou muito. Tinha e tenho uma terrivel queda por inteligencia veridica.
O enrolei por um ano e meio, até que um belo dia na saída, já quando não existia esperança no olhar dele, eu quebrei a regra.
Menina impulsiva que quando não tem mais, faz questão de ter com um ato de classe A.
Era estranho... não era amor, nem paixão. Apenas um gostar simpatico. Naquela época.
Hoje em dia percebo que foi o unico que gostei de verdade, pois fiz o que não fiz por nenhum dos que eu considerava amar. Amor não é o desespero, nem um desejo, é o bem estar continuo, e que você não faz ideia de que é amor. Ou não.
Depois começou a idade das trevas dos amores que vivi. A internet abriu as portas do inferno pro mim. Um inferno bom, com uma sauninha e um suco jandaia.
[continua... algum dia. Ou não.]
Tuesday, October 28, 2008
Cócegas nos Pés
Demorou um pouco(muito na verdade) até que finalmente eu conseguisse dormir.
Foi então que começou um sonho alucenógeno, com tudo o que eu não tinha direito.
Eu estava em casa na parte térrea(aqui é duplex) conversando com minha mãe normalmente. Era de manhã, e como sempre, a vizinha veio fazer não sei o que aqui em casa.
E quando eu a vi parecia que ela estava com um sugador de energias, como se estivesse possuída e ainda me vampirizando.
Eu até tentei me afastar, mas então ela vinha pra mais perto de mim.
Definitivamente me senti muito mal.
Como um flash, de repente me deparo no interior brabo do Ceará. Eu estava novamente acompanhada de membros da família.
Pegamos carona num pau-de-arara rumo a algum lugar desconhecido e remoto.
O dia se descoloriu em noite, e chegamos ao bendito lugar: um parque de diversões as avessas.
Parecia mais um parque macabro fantasma. Só sei que queria andar de balão, mas o tio assustador disse que não porque ainda não estava pronto.
Andando mais adiante me encontro com um senhor numa barraca cavernosa me oferecendo CARNE. Quando olhei atentamente vi que não era lá uma saborosa carne bovina.
E..
pluft. Tudo escuro.
Calor.
Acordei morrendo de calor e resolvi me desenrolar, inclusive deixando os pés descobertos.
E quando eu sinto uma mãozinha gelada fazendo cócegas nos meus pés.
Juro que abri os olhos de uma vez pra ver se era um bicho gelatinoso.
É um daqueles sustos que você se senta na cama de uma vez só e procura algo concreto.
Mas era só uma alminha fazendo cócegas nos meus pés.
Espero que ela/ele não me visite em mais noites como essa.
Sunday, October 26, 2008
O Sono das Noites Intermináveis

Com meus 19 anos me deparo com aquela mesma sensação dos 13. Porque eu sou aquela caixola de bregueces no canto escondido no guarda-roupa. Dentro de mim tem alguns papéis, fatos, embalagens de um chiclete japonês, desenhos que não são meus, e... fatos... até aqueles não vividos, não consumados.
Não sou mais do mundo, o mundo não é mais meu. E finalmente aceito e vejo a grande verdade de ser uma passageira, aquela de vida passageira. É bom viver com a visão mais descompromissada da objetividade de algum resultado.
Quero sentar naquele bosque do entardecer da minha solidão, e lá escrever sobre os dias que virão.
Não irei novamente indagar tantas e tantas vezes por que sou assim. Tudo é feito um grande mar dentro de mim.. tão profundo e inexplorado.
E é bom me ter de volta. Tranquilo é este lar, tão sereno são os meus sorrisos pensantes.
A resposta estava aqui.
O sentido sempre esteve aqui.
Nada como andar no caminho certo, fazendo as coisas direitas.
Ao contrário das exceções, o que é certo não tem suas variáveis.
É universal.
Só quero...
Como diz meu pai: "Amanhã é depois, e depois você não tem como adivinhar como será".
Apenas durma essa noite.
Friday, October 24, 2008
4 Horas da Matina
Banho, dentes, roupa... Desço faço o café, asso um pão na frigideira e BINGO! Estomago forrado.
Subo, é hora de morfar: maquiagem actived.
Procuro um belo brinco, ajeito o cordão, olho bem pra aliança, roubo o óculos do meu pai, e rumo a parada.
Caramba.. 5 da matina e o onibus lotado até a tampa.
Obrigado pai, não precisava se oferecer... sei que não dá pra me deixar lá de carro mesmo.
PAPICU/AEROPORTO
Razoavelmente VA-GO.
Durante a viagem deu tempo fazer toda uma retrospectiva 2000/2008. Gosto de ir de onibus por isso: anos pra chegar, e minutos pra utilizar.
Desço naquela praça arborizada proxima a praça EMOtica Portugal.
Na avenida padre alguma coisa tomás, paralela a que eu estava, eu sigo feliz e saltitante na perigrinação rumo uns 7 quarteirões.
Caramba,nao acredito, olha o tamanho daquela fila! Não é possivel... deve ser fila pra loterica.
Que nada boba, é a filinha da clinica particular que só vai distribuir 40 fichas.
HEHEHE
O pior que ou dava certo, ou dava certo. Fiz uma contagem por cima, deu uns 30 na frente.
Beleza.. saco, distribui logo essas fichas tio, bota a gente pra dentro dessa clinica logo que to morrendo de fome, sono, e cansada.
Otimo crianças, cade a xerox da identidade!?
Peguei a senha, e rumo a algum comercio-xorocador. A senhora pensava que era um arrastão, mas nao se assuste não, somos seus futuros defensores tia da xerox.
Ela teve medo, depois sorriu.
De volta.
Entra ai menina, senta, cade o dinheiro da taxa!?
Vixe, tá com meu pai... to esperando ele chegar com o cartão e o dinheiro.
Toma uma hora.
Chegou o pai, mae, nicolas, e o meu segundo pai de paitrocinio... Entra, paga, assina, carimba com o dedo, fica na fila de novo, senta, tom,a chá, agua, agua, chá....
E ela pega e abre mil envelopes, eu assino de novo... e arranca duas enormes mechas dos meus cabelos, uma do lado esquerdo e outra do direito.. algo bem simétrico.
Lacra envelope, assina, olha... PRONTO.
Pego a vitamina, o pão com manteiga que tá dentro do carro, e rumo viagem de volta pra casa.
Tuesday, October 21, 2008
De volta para o futuro
Nossa...
Amigos surreais sempre fizeram parte da melhor alternativa daquele ponto de vista. Mas ninguém se contenta com alguém sem cheiro, sem voz, sem gestos, sem manias visuais, sem toques... apenas palavras secas e imagens mordenistas.
STAGE 1 completo.
(dependencia do mundo e de pessoas virtuais superada.)
Então vem o glorioso trabalho. Dificuldades reais, relacionamentos ilusórios, porém "tocáveis". Era um verdadeiro jogo de bilhar. Só que eles não faziam ideia de que eram as peças.
Por um certo periodo eu acreditei na minha propria mentira. Sorte a minha ter uma familia estruturada pra me fazer acordar daquilo.
STAGE 2 completo.
(dependencia do mundo e pessoas reais superada.)
Me lembro do meu pensamento em plenos 12 anos... Aquele sentimento indiferente de não se deixar levar, pois você mesmo pode se conduzir.
E pro tempo que eu me deixava levar, vejo apenas imagens opacas num vidro umidecido. Não que eu tenha esquecido... não consigo assimilar que era eu ali. Era uma outra pessoa, não eu.
Existem várias verdades, existem vários de um só ser humano.
Pra você meu amigo que me lê, aquela época de palavras e cartas foi verdade...
Nunca mais o será.
A vida é feita de fases, e não de frases.
Nós só temos uma chance.
Depois, tudo muda, todo mundo muda.
De volta para meu futuro em 2009, não me perderei em promessas. Eu não prometo, eu cumpro. Eis lemure em posts anteriores, eis eu hoje.
STAGE 3 completo.
( ? )