Gostaria de saber como você consegue sobreviver sentindo-se como um intruso no mundo. Sim, pois, passa os dias invadindo a vida que mais parece um presente que tomou posse simplesmente porque o dono não apareceu pra reclamar. Tem horas que se arrepende, se sente como um criminoso vitima da ocasião. Pensa novamente que não deveria fazer parte disto ou daquilo, e sente que não faz parte de nada, mesmo que fatalmente apareça aqui e ali por causa das regras sociais.
Sorri. E sorri. Vãs são as pessoas que riem das coisas felizes desprezando a graça disfarçada de uma felicidade forjada. Elas estão acostumadas a ignorar e a "raivar" do que não passa de um desatino bem intencionado. Talvez nos encontrassemos se encontrassemos alguém como nós. Apesar de ciente dessa impossibilidade, essa sensação permanece juntamente com o anseio, com essa vontade ferrenha de aliviar-se com uma imagem real no lago de Narciso.
Somos humildes... não queremos o 100%, basta que nos complete por volta dos 70%. E isso me faz pensar que essa época do ponto de vista social está completamente amaldiçoada. Pessoas e máquinas, máquinas de pessoas, pessoas-máquinas. Nós até levamos em nosso coração a possibilidade de ser mal da idade dos 20... mas não é, já vejo nos pequenos um olhar tão vidrado como a própria alma.
Acho que nossa diferença nos perpetuou a não achar nada suficientemente a altura de nossa loucura. Tudo parece tão aleatório que silênciosamente gritamos: "um pouco de surpresa!".
Nós sabemos... que quando podemos damos ao deleite de ser criança pra conseguir a felicidade pura.
Monday, May 18, 2009
Saturday, May 2, 2009
Você acreditaria?
Aquele gostinho nauseante que amarga nas entranhas, tão entorpecedor seria tentar controlá-lo por causa da sua defesa infalível que é a força da naturalidade. Bem, não poderiamos negar que seria um mal inevitável, quando finalmente tomamos nós pra si, percebemos quão debilmente é triste, e não passa de uma dolorosa pontada no âmago do peito. De certo que os tempos nos roubaram a sensação nostálgica que não dependesse de ninguém, e ao mesmo tempo, liberto da subjetividade de quem nos cercasse. E o que finalmente, o que seria essa invasão de si para si, quando se está obrigado a ter mais em volta?
Perguntamos a um especialista se o que ecoava na mente seria normal, e tranquilamente nos aconselhou a ter algum tipo de assistencia. Quem pior que nós, para nos curar do próprio mal? Nada mais justo que o causa-dor cuide de suas causas. Aprenderá até seu limite o quanto ainda carregará de peso nas costas.
Nos dias comuns, o simplório "cotidiano", lá estamos na cansável insatisfação. Absolutamente tudo é insuficiente, intampável, incubrível pela incapacidade de saciar-se com o que lhe é servido constantemente. Ainda sim é preciso provar mais e mais, não só pelo dizer, nós temos a obrigação ferrenha de parecer que somos mais do que realmente somos. Não nos leve a mal, é questão de educação. Afinal requinte não nos falta, até na forma de suspirar e ser incompreendido pela diferença que nos destaca visivelmente do aglomerado.
De volta pro lar, era esperado um reencontro. Lá tudo estava do mesmo jeito de antes, só foi preciso um singelo resfriamento das lembranças, um isolamento daquela sociedade que nos obriga a redução. As palavras fluem com um misto de gelo e fogo, algo que de tão cruel acaba por chegar a extrema sensibilidade. Bruto e dolorosamente silêncioso que é o sofrimento. E n'alma transcede o sangue que jorra dos olhos, tão letal é a ferida que nunca se fecha, apenas resplandece quando é tocada pela falta de vigor do nosso semblante.
Tínhamos perdido o costume de como era sentir e reconhecer a falta da existência de si. Nada que mais urros durante a madrugada não resolvam a inquietação dessa insônia.
E se nós dissessemos, que isso representa um pouco do que pensamos a todo momento, que essas palavras apenas são um exemplo, que enquanto você fala conosco nós estamos tão distantes...
Nós queriamos acreditar, mas somos incapazes, agora.
Perguntamos a um especialista se o que ecoava na mente seria normal, e tranquilamente nos aconselhou a ter algum tipo de assistencia. Quem pior que nós, para nos curar do próprio mal? Nada mais justo que o causa-dor cuide de suas causas. Aprenderá até seu limite o quanto ainda carregará de peso nas costas.
Nos dias comuns, o simplório "cotidiano", lá estamos na cansável insatisfação. Absolutamente tudo é insuficiente, intampável, incubrível pela incapacidade de saciar-se com o que lhe é servido constantemente. Ainda sim é preciso provar mais e mais, não só pelo dizer, nós temos a obrigação ferrenha de parecer que somos mais do que realmente somos. Não nos leve a mal, é questão de educação. Afinal requinte não nos falta, até na forma de suspirar e ser incompreendido pela diferença que nos destaca visivelmente do aglomerado.
De volta pro lar, era esperado um reencontro. Lá tudo estava do mesmo jeito de antes, só foi preciso um singelo resfriamento das lembranças, um isolamento daquela sociedade que nos obriga a redução. As palavras fluem com um misto de gelo e fogo, algo que de tão cruel acaba por chegar a extrema sensibilidade. Bruto e dolorosamente silêncioso que é o sofrimento. E n'alma transcede o sangue que jorra dos olhos, tão letal é a ferida que nunca se fecha, apenas resplandece quando é tocada pela falta de vigor do nosso semblante.
Tínhamos perdido o costume de como era sentir e reconhecer a falta da existência de si. Nada que mais urros durante a madrugada não resolvam a inquietação dessa insônia.
E se nós dissessemos, que isso representa um pouco do que pensamos a todo momento, que essas palavras apenas são um exemplo, que enquanto você fala conosco nós estamos tão distantes...
Nós queriamos acreditar, mas somos incapazes, agora.
Saturday, March 14, 2009
Leve?
Andei lendo algumas coisas... acordei, merendei, andei, esperei, andei e dormi lendo algumas coisas. Na verdade muitas coisas.
E um texto dizia que somos cheios de solidão, pois ninguém pode sentir o que eu sinto, ninguém pode viver o que eu vivo... no sentido de ser solitário ao ponto da impossibilidade de compartilhar pensamentos, ideias, experiências, sentimentos idênticos. Não que isso seja a busca do ideal, foi apenas uma forma de exemplificar a veracidade da suposição.
Eu já tinha isso ecoando nas lacunas da mente, mas mesmo assim foi bem esclarecedor. Então, não é novidade que isso ficou martelando, e eu pude ver isso em tempo real.
Esse é um dos raros momentos que inicialmente começa com a falta, e imediatamente transborda o sentido de tudo isso. É tão vasto e imenso que predomina a admiração, gerada talvez pela noção da própria significância.
Porque não é preciso ter câncer, leucemia, avc ou qualquer outro mal desse e de outros séculos pra estar a caminho da morte.
A cada ano, mês, semana, dia, hora... um pedaço se desprende, e percebo que a única diferença é a incerteza da causa que determinará a hora de terminar o texto, o grande roteiro que é a vida.
Talvez o segredo de tudo isso não seja a busca em algo exterior que dê sentido.
Pra que a vida, pra quê morrer? O morte tira o sentido de viver? A vida tira o sentido de morrer?
Como um conceito pode dar sentido ao outro?
Nós damos sentido pra viver, e nós damos o sentido pra morrer.
Então eu coloco o sentido pra minha vida, eis que tentarei a cada momento ter a consciência que é único e eterno naquele instante.
Meus olhos estão solitários como naqueles dias, quando instintivamente eu queria abdicar do que era a vida, por inocentemente prever que apesar de estar cercada de pessoas que me abraçam, ainda sim estarei tão só nesse mundo.
Porque um dia, uma hora eles se vão... na verdade todas as noites quando dormimos nós partimos.
É um tempo que só passa no relógio, mas pra nossa cabeça nós paramos.
Esses dias eu vou estar distante, meus olhos vão se perder nas árvores distantes de uma mini selva que avisto de uma brecha da sala. E quem me dera que me dessem um pouco de quietude ...
E um texto dizia que somos cheios de solidão, pois ninguém pode sentir o que eu sinto, ninguém pode viver o que eu vivo... no sentido de ser solitário ao ponto da impossibilidade de compartilhar pensamentos, ideias, experiências, sentimentos idênticos. Não que isso seja a busca do ideal, foi apenas uma forma de exemplificar a veracidade da suposição.
Eu já tinha isso ecoando nas lacunas da mente, mas mesmo assim foi bem esclarecedor. Então, não é novidade que isso ficou martelando, e eu pude ver isso em tempo real.
Esse é um dos raros momentos que inicialmente começa com a falta, e imediatamente transborda o sentido de tudo isso. É tão vasto e imenso que predomina a admiração, gerada talvez pela noção da própria significância.
Porque não é preciso ter câncer, leucemia, avc ou qualquer outro mal desse e de outros séculos pra estar a caminho da morte.
A cada ano, mês, semana, dia, hora... um pedaço se desprende, e percebo que a única diferença é a incerteza da causa que determinará a hora de terminar o texto, o grande roteiro que é a vida.
Talvez o segredo de tudo isso não seja a busca em algo exterior que dê sentido.
Pra que a vida, pra quê morrer? O morte tira o sentido de viver? A vida tira o sentido de morrer?
Como um conceito pode dar sentido ao outro?
Nós damos sentido pra viver, e nós damos o sentido pra morrer.
Então eu coloco o sentido pra minha vida, eis que tentarei a cada momento ter a consciência que é único e eterno naquele instante.
Meus olhos estão solitários como naqueles dias, quando instintivamente eu queria abdicar do que era a vida, por inocentemente prever que apesar de estar cercada de pessoas que me abraçam, ainda sim estarei tão só nesse mundo.
Porque um dia, uma hora eles se vão... na verdade todas as noites quando dormimos nós partimos.
É um tempo que só passa no relógio, mas pra nossa cabeça nós paramos.
Esses dias eu vou estar distante, meus olhos vão se perder nas árvores distantes de uma mini selva que avisto de uma brecha da sala. E quem me dera que me dessem um pouco de quietude ...
Thursday, March 12, 2009
Então, qual o problema?
E seria tão simples se dependesse exclusivamente de mim. Refiro a algo que eu não posso, fatalmente sinto, porem não deveria querer.
Quando avistamos damos um balão, ignoramos o objetivo do destino e subitamente andamos na direção oposta.
Faz parte uma fuga ali e acolá, virou a rotina de um possível futuro criminoso que acabou de escapar da sarjeta.
Como sempre há um bom motivo: e ele caiu de paraquedas diretamente do paraíso, ou não.
É o inevitável, é a força que puxa o metal dos olhos claros ao imã dos olhos cor-de-mel. Como se não bastasse esse constante encontro forçado, ainda tem a oscilação do ser, do não ser, e do quem sabe poderá ser!
De tão casual, é tão incomodo que chega a formigar os pensamentos. Isso exemplifica a total falta de controle sobre a situação.
Se torna irritantemente agradável, pois nenhuma dedução concreta pode ser tirada de qualquer ato ou palavra. Esse estranho enigma ambulante é uma agulha nas mãos de uma pessoa qualquer que precisa costurar um rasgão: o fura acidentalmente de vez enquando, sem que saía uma gota de sangue...É só pra incomodar e despertar um pouco de dor.
Mas é tão bom se perder, nem que seja por meros segundos, naquela imensidão de pura beleza. Porque toda vez que surge na surpresa, é um convite tão saudoso para mergulhar naquele mar tão límpido oscilante entre azul e verde celestial.
Lá no fundo apenas mistério... como se meter até lá sem saber o que esperar encontrar? Sim, é uma tentativa de induzir ao erro.
Como desviar daquilo que fatalmente vem ao encontro, que incessantemente aparece e desaparece sem deixar vestígios, que é tão .........
Bom.
É tão Bom.
Então, qual o problema?
Quando avistamos damos um balão, ignoramos o objetivo do destino e subitamente andamos na direção oposta.
Faz parte uma fuga ali e acolá, virou a rotina de um possível futuro criminoso que acabou de escapar da sarjeta.
Como sempre há um bom motivo: e ele caiu de paraquedas diretamente do paraíso, ou não.
É o inevitável, é a força que puxa o metal dos olhos claros ao imã dos olhos cor-de-mel. Como se não bastasse esse constante encontro forçado, ainda tem a oscilação do ser, do não ser, e do quem sabe poderá ser!
De tão casual, é tão incomodo que chega a formigar os pensamentos. Isso exemplifica a total falta de controle sobre a situação.
Se torna irritantemente agradável, pois nenhuma dedução concreta pode ser tirada de qualquer ato ou palavra. Esse estranho enigma ambulante é uma agulha nas mãos de uma pessoa qualquer que precisa costurar um rasgão: o fura acidentalmente de vez enquando, sem que saía uma gota de sangue...É só pra incomodar e despertar um pouco de dor.
Mas é tão bom se perder, nem que seja por meros segundos, naquela imensidão de pura beleza. Porque toda vez que surge na surpresa, é um convite tão saudoso para mergulhar naquele mar tão límpido oscilante entre azul e verde celestial.
Lá no fundo apenas mistério... como se meter até lá sem saber o que esperar encontrar? Sim, é uma tentativa de induzir ao erro.
Como desviar daquilo que fatalmente vem ao encontro, que incessantemente aparece e desaparece sem deixar vestígios, que é tão .........
Bom.
É tão Bom.
Então, qual o problema?
Saturday, February 21, 2009
Um Mundo Alternativo
Bem perto da rotina fatigante social, e bem longe de torna-se membro permanente de tal situação "gregária". E sinceramente, pra quem vive suportando a regra que o homem é um "ser social", fazer parte sem querer fazer é um massacre.
Sim. E só pode ser muita carencia alheia adotar colegas de rotina como membros eternamente familiares. Sou de acordo com o amor fraternal, enfatizo: FRATERNAL. É algo liberto, ou pelo menos deveria ser.
E talvez por essa minha pré-disposição de acolhimento descompromissado é que mais anseiam por me compromissar.
De tantas nenhum, mas lá do outro lado estão os desbravadores teimosos, na banda que não quer estar sujeita a uma situação PENOSA. ha ha ha!
E penso: "Menina, você tem sorte."
Em outros tempos esses teimosos iriam dar um belo tira-gosto. Mas o bom tempo de brincar se foi com a disposição de se perder com as pessoas, ou de fazer elas se perderem.
São como um cinema em frente ao colégio: ficam propositalmente em uma posição sedutora para induzir o pobre aluno ao erro. Porém nem sempre existe um aluno por debaixo da farda. As vezes é um professor que resolveu vestir a camisa com o simbolo da instituição educadora. Então a jogatina se torna intrigante no primeiro olhar, interessante no segundo, e totalmente indiferente no terceiro.
Quem melhor que aquele devorou dez vidas em uma pra saber que aquela ou esta já foi intensamente vivida, e não precisa de reforços pra ser confirmada?
Sinto que ainda conhecerei muitos querendo tomar posse dos meus sentimentos nômades.
Sem problema, apesar de ter pouca credibilidade quando digo que sou mais espiritual que carnal. Apenas livros, livros e livros.
Deus, Familia, Eu, Concurso, Faculdade, Conhecimento,... esses são os protagonistas do meu mundo alternativo. As pessoas são figurantes que merecem uma boa e verdadeira remuneração: um amor livremente fraternal.
Sim. E só pode ser muita carencia alheia adotar colegas de rotina como membros eternamente familiares. Sou de acordo com o amor fraternal, enfatizo: FRATERNAL. É algo liberto, ou pelo menos deveria ser.
E talvez por essa minha pré-disposição de acolhimento descompromissado é que mais anseiam por me compromissar.
De tantas nenhum, mas lá do outro lado estão os desbravadores teimosos, na banda que não quer estar sujeita a uma situação PENOSA. ha ha ha!
E penso: "Menina, você tem sorte."
Em outros tempos esses teimosos iriam dar um belo tira-gosto. Mas o bom tempo de brincar se foi com a disposição de se perder com as pessoas, ou de fazer elas se perderem.
São como um cinema em frente ao colégio: ficam propositalmente em uma posição sedutora para induzir o pobre aluno ao erro. Porém nem sempre existe um aluno por debaixo da farda. As vezes é um professor que resolveu vestir a camisa com o simbolo da instituição educadora. Então a jogatina se torna intrigante no primeiro olhar, interessante no segundo, e totalmente indiferente no terceiro.
Quem melhor que aquele devorou dez vidas em uma pra saber que aquela ou esta já foi intensamente vivida, e não precisa de reforços pra ser confirmada?
Sinto que ainda conhecerei muitos querendo tomar posse dos meus sentimentos nômades.
Sem problema, apesar de ter pouca credibilidade quando digo que sou mais espiritual que carnal. Apenas livros, livros e livros.
Deus, Familia, Eu, Concurso, Faculdade, Conhecimento,... esses são os protagonistas do meu mundo alternativo. As pessoas são figurantes que merecem uma boa e verdadeira remuneração: um amor livremente fraternal.
Sunday, December 28, 2008
Tão Sutil!
Estava tão quieto ali onde não era permitido estar. Afastado e evitando qualquer tipo de distração desvirtuosa, lá estava no canto da sala. Pois o motivo de estar lá era exatamente esse.
Numa entrada e presença irônica surge o motivo de incomodo. Porque tem uma existência sutil, uma presença transparente e subjetiva, sem deixar menor vestígio legível nos gestos. Não fala, sussurra. Tem o padrão irritante da impessoalidade obrigatória de entrar sem se anunciar e sair sem se importar. É como se não tivesse ninguém em volta... apenas si mesmo. A expressão facial é de um jogador profissional de poker. Ou de alguém que nem se quer joga.
No início era o comum. Mas o destino é sarcástico com decisões. Poderia ser qualquer um, mas não aquele.
Esteja ciente: o fato de você existir em silêncio e transparência pode mudar o mundo das pessoas. Obviamente, sem que você faça a menor ideia disso.
Nós brincamos porque ninguém sabe do nosso segredo. Nós insinuamos porque estamos distantes demais para nos comprometer. Gostamos porque é desconhecido e isso possibilita que criemos as mais saborosas expectativas. Nós sabemos roubar palavras de olhares, por isso evitamos fixa-los. Mas quando eles nos escapam?
Susto. Mãos frias. Rosto corado. E uma sensação estranha do estômago ao coração.
Ah! O começo... Mesmo sendo do nada, o começo do desconhecido é sempre tão infantil. E finalmente somos aquela criança diante de um brinquedo que ansiamos em possuir. Sim, encostamos as mãos na vitrine, aproximamos o rosto até que o vidro sinta nossa respiração, então devoramos com os olhos o que pode ou não ser nosso. Sem se importar, os olhos quebram as barreiras roubando o desejo para imaginação.
E sonhamos em ter, somente ter, e como seria em tê-lo.
Pela dúvida do futuro, de certa forma nos contentamos em simplesmente admirar. Não falando educadamente, nós nos contentamos em invadir e devorar com os olhares.
Na verdade prefiro que fique com a parte sutil. Irritantemente e amorosamente sutil.
O que provavelmente nunca saberei se é verdade, e você nunca saberá que em um dia mudou todos os meus dias.
Numa entrada e presença irônica surge o motivo de incomodo. Porque tem uma existência sutil, uma presença transparente e subjetiva, sem deixar menor vestígio legível nos gestos. Não fala, sussurra. Tem o padrão irritante da impessoalidade obrigatória de entrar sem se anunciar e sair sem se importar. É como se não tivesse ninguém em volta... apenas si mesmo. A expressão facial é de um jogador profissional de poker. Ou de alguém que nem se quer joga.
No início era o comum. Mas o destino é sarcástico com decisões. Poderia ser qualquer um, mas não aquele.
Esteja ciente: o fato de você existir em silêncio e transparência pode mudar o mundo das pessoas. Obviamente, sem que você faça a menor ideia disso.
Nós brincamos porque ninguém sabe do nosso segredo. Nós insinuamos porque estamos distantes demais para nos comprometer. Gostamos porque é desconhecido e isso possibilita que criemos as mais saborosas expectativas. Nós sabemos roubar palavras de olhares, por isso evitamos fixa-los. Mas quando eles nos escapam?
Susto. Mãos frias. Rosto corado. E uma sensação estranha do estômago ao coração.
Ah! O começo... Mesmo sendo do nada, o começo do desconhecido é sempre tão infantil. E finalmente somos aquela criança diante de um brinquedo que ansiamos em possuir. Sim, encostamos as mãos na vitrine, aproximamos o rosto até que o vidro sinta nossa respiração, então devoramos com os olhos o que pode ou não ser nosso. Sem se importar, os olhos quebram as barreiras roubando o desejo para imaginação.
E sonhamos em ter, somente ter, e como seria em tê-lo.
Pela dúvida do futuro, de certa forma nos contentamos em simplesmente admirar. Não falando educadamente, nós nos contentamos em invadir e devorar com os olhares.
Na verdade prefiro que fique com a parte sutil. Irritantemente e amorosamente sutil.
O que provavelmente nunca saberei se é verdade, e você nunca saberá que em um dia mudou todos os meus dias.
Saturday, December 20, 2008
Quem você conhece?
Ninguém.
E ninguém me reconhece.
É por isso que a esperança é divina, pois não se deve crer naquele que vem da carne, e sim no ser vagante em espírito.
Os do mundo tem certeza de como é a realidade. Estão com os pés enraizados no chão.
E tu que és livre da terra viciosa, tens a sensação que a vida não passa de um sonho latente, e que a morte é o momento de despertar.
Mas para o homem de pouco entendimento essas palavras significam o impossivel e sem sentido de nada ser.
Porque ainda busca o sentido disso, e quando não lê a lógica milenar dos homens naquilo que é verdade universal, nega quem a criou, e ama quem a descriou.
Eu sei o que vai e vem na cabeça dos que eu não conheço. Se tu queres a resposta do sentido e da dúvida, terás que aceitar um único caminho.
Por parecer ilógico, ser altamente racional e humanista, é normal que negues. Mas não por uma vida inteira de oscilações vazias.
Até a aceitação de o que é simplesmente é, tudo de tempos em tempos parecerá oco, e nada te completará.
O tempo não é o que virá, é o que acontece agora. Ele é o presente do passado, e muitos por não saber que este vale mais do que qualquer lembrança, deixam passar como se não valesse as palavras certas para deixa-lo eterno.
São provincianos por achar que tudo sempre será, e por nunca tornar algo simples em realmente bom.
Deposito meu conhecimento naquele que não me abandonou e nunca me abandonará.
Porque nenhuma ovelha vai amar o lobo quando se tem um bom pastor para confiar.
E ninguém me reconhece.
É por isso que a esperança é divina, pois não se deve crer naquele que vem da carne, e sim no ser vagante em espírito.
Os do mundo tem certeza de como é a realidade. Estão com os pés enraizados no chão.
E tu que és livre da terra viciosa, tens a sensação que a vida não passa de um sonho latente, e que a morte é o momento de despertar.
Mas para o homem de pouco entendimento essas palavras significam o impossivel e sem sentido de nada ser.
Porque ainda busca o sentido disso, e quando não lê a lógica milenar dos homens naquilo que é verdade universal, nega quem a criou, e ama quem a descriou.
Eu sei o que vai e vem na cabeça dos que eu não conheço. Se tu queres a resposta do sentido e da dúvida, terás que aceitar um único caminho.
Por parecer ilógico, ser altamente racional e humanista, é normal que negues. Mas não por uma vida inteira de oscilações vazias.
Até a aceitação de o que é simplesmente é, tudo de tempos em tempos parecerá oco, e nada te completará.
O tempo não é o que virá, é o que acontece agora. Ele é o presente do passado, e muitos por não saber que este vale mais do que qualquer lembrança, deixam passar como se não valesse as palavras certas para deixa-lo eterno.
São provincianos por achar que tudo sempre será, e por nunca tornar algo simples em realmente bom.
Deposito meu conhecimento naquele que não me abandonou e nunca me abandonará.
Porque nenhuma ovelha vai amar o lobo quando se tem um bom pastor para confiar.
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