Tuesday, August 28, 2012

"Esqueça"

Inexplicavelmente triste. Que pena, poderia ser por causa de alguém, mas continua sendo um sentimento só meu.

Wednesday, August 8, 2012

Se Eu e Você [música]



Hoje é o dia em que você escolhe
Se fica aqui ou se vai embora
Todas as vezes que nos perdemos
Eu disse 'não chore'

Hoje é o dia de um sim ou não
Vamos juntar ou separar de vez
Todas as vezes que você foi
Eu disse 'vai, mas volte'

[REFRÃO]
E se tudo ficar confuso
Eu vou estar do seu lado
E se tudo der errado
Nós vamos ficar juntos
Juntos, juntos, nós vamos ficar

Idas e vindas, essa é a historia da nossa vida
Nesse balanço descompassado do mar eu mal posso aguentar
Ainda é cedo, nós somos tão jovens pra dizer adeus
O que ficou para trás são águas passadas
Hoje é o dia de dizer sim ou não

[REFRÃO]

E se tudo ficar confuso
Eu vou estar do seu lado
E se tudo der errado
Nós vamos ficar juntos
Juntos, juntos, nós vamos ficar



O que ficou para trás são águas passadas
Hoje é o dia de dizer sim ou não


E se isso é tudo que nós queremos
Por que tanto é que negamos?
E se a vida passa e o tempo não espera
Apagam as luzes e só resta eu e você

Saturday, June 9, 2012

Um Pesadelo Sem Fim

Quando a realidade se confunde com um sonho, na verdade, um pesadelo em câmera lenta. Medo, angústia, paranoia, loucura, falta de noção corpórea, falta de noção de espaço... e todo mundo parece um serial killer querendo te levar pro batedouro.

E você foi sutilmente induzido. Um dos efeitos é esse: o que eu estou fazendo aqui agora, neste lugar, com essas pessoas, e o que vão fazer comigo? E sua vontade é correr pra casa. Fugir. Parecia que tinha menta no coração.

De repente você está dentro de um carro, e muita fumaça. Ele está andando em círculos? Ou sua cabeça está girando? O caminho parecia que não tinha fim, e parecia que tinha 5 minutos viraram 1 hora. E eles testando seu grau de consciência com perguntas retóricas.

Agora estamos numa garagem em qualquer lugar, e as coisas começaram a ficar estranhas. Medo! "Por que estamos parados aqui agora? Por que não fomos onde deveríamos ir? O que nós estamos esperando?". Mania de perseguição e paranoia foram ativadas e "há algo de muito errado comigo". Todos eles! Que lugar era aquele?!

Andando em direção a saída, uma ligação pra salvar sua vida. E você desceu da garagem sem saber onde estava. Andou em direção aos homens do 'guichê', pra ninguem fazer nada com você.

 "A mãe, chame a mãe. Sim, eu acho que estou aqui. Não, não sei onde estou, acho que estou aqui,". 


"Pegue! Pegue um taxi!".

E só depois você avistou que o lugar era familiar, olhou pra trás pra ver se alguem não te impediria, achou um carro branco ligado, e bateu no vidro do taxi. Sua primeira reação foi dar seu endereço.

"Anota, anota, antes que eu esqueça."

E dentro do taxi, nada parecia real. Haviam dois caminhos, duas estradas, que se completavam em blocos a medida que o carro avançava. Eu não conseguia reconhecer o lugar. O motorista falando, será que ele era real? Será que ele estava me levando pra casa ou era mais um dos conspiradores querendo me enganar? 

"Eu não sei qual a velocidade que estou falando pra você. As coisas estão muito lentas pra mim."


"Não, você está falando normal".


"Não, eu estou falando gaguejando, meu pensamento, consciência, fala, audição estão fora de velocidade".

Aqueles 20 minutos duraram 3 horas na mente. Parecia que não tinha fim! A estrada se montava em blocos, e se montava, eternamente se construía na minha frente.

Chegando em casa, desespero! Raiva, ódio, decepção, angústia, medo, vergonha, nojo, choro!


E você não conseguia dizer o que estava sentindo, porque seus sentidos estavam confundidos. 


Será que estava realmente em casa? O corpo, por que não o sentia? A velocidade, seu pensamento mais rápido que sua capacidade de se expressar, confusão!


Algumas horas de contar repetidamente a história, meio sem começo, sem fim, sem meio, sem nexo causal, parecia que não tinha fim. Um revelação! O sonho, foi tudo igual ao sonho de noites passadas! Em forma de metáfora, tudo se repetindo.


E isso foi pra você ter realmente certeza que ele existe. E ele provou da pior forma possível, para não ter nenhum tipo de dúvida, nenhuma! E para você ter certeza de quem você é, você morreu primeiro. Na total falta dos sentidos, tudo fez sentido, tudo. 


E você tem que me lembrar, lembrar de todas essas coisas. E você não dormiu, porque tinham várias luzes, brancas e coloridas. Espasmos!

Seu medo era não acordar do pesadelo, ou acordar, e ainda continuar no pesadelo. 


E nunca mais você quer abrir sua caixa de pandora e soltar todos os seus monstros internos. Imagine todos os seus medos consumindo sua mente de uma vez só? Uma quase morte.

Uma parte de mim quer esquecer as sensações do pesadelo, outra quer lembrar dia após dia. Porque eu quero ser quem eu realmente sou. Com tantos medos guardados dentro de mim, sou minha própria refém.

Eu sei o que com certeza não quero. Não quero essa vida do pesadelo! É triste, é vazia, é a loucura que não tem fim, a angustia sufocante e desesperadora. Se não consigo me perdoar, quem me perdoará? Ainda tenho muita raiva de mim, e muita decepção de mim.


Após essa terrível e inesquecível queda no precipício eu sei quem eu sou, e eu não sou mais um deles, e nem serei.

Ele me deu mais uma chance, a ultima.






Sunday, May 20, 2012

O Perfume do Amor





Qual é a sua cor? Ele está aí no seu pescoço. E eu me sinto mal por ser tudo tão breve dentro de mim. Talvez me sentisse pior se fosse tudo tão inacabável. E ainda no talvez, só talvez, seja tudo eterno, tão inacabável naquele momento, somente naquele pequeno pedaço guardado a sete chaves dentro de mim.

A brevidade me assombra tanto que eu antecipo as perdas. Ainda não consegui antecipar a minha brevidade aqui. Ninguem sabe o que passa aqui dentro, por baixo de tantos sorrisos e expressões exageradas. Que inacabável, nós somos uma farsa.




Ninguém...


...sabe...


como é.

Friday, May 11, 2012

16:25


Essas raízes encravam no meu peito
Meus pedaços voam e caem pelo chão do pátio
Meu grito não tem voz, tamanho, nem cor
Como um feixe de luz perdido no espaço
Eu me dissipo, apenas resisto
Corre, me abraça, e disfarça
Ainda são dezesseis e vinte e cinco

NO SILÊNCIO DOS CORPOS( A dança dos amantes - pintura de Jacqueline Klein)

Saturday, March 17, 2012

Efeito Espelho





Nada agradável. Senti por algum tempo a sensação que eu causei em outrens. Um misto de raiva, ciumes, desejo, decepção, incompreensão, insatisfação... Uma receita que não dá pra colocar aqui e ter um resultado verossímil. Minha vontade era de ir embora, sem dar satisfações, nem indícios do que alavancava no meu peito. Bombas me implodindo caoticamente.


E a total falta de necessidade me mutilou. Eu cometi um erro.

Eu poderia dizer que é o mero acaso, um acidente de percurso. Mas nós bem sabemos que eu pago minhas dívidas.

Não é novidade que vivo me cansando dessa vida. Desse jeito tão medíocre de viver! Sinceramente, cansei.

Tanto racionalismo, nada de sentido. Tanto nadismo, nada de sentido. 

Queria ir pra bem longe de tudo. Isso não é de hoje, é de sempre. 


Raro é o dia que isso não me assombra...


Como uma bruxa em frente ao espelho, eu só quero quebrá-lo.

Sunday, February 12, 2012

Cuspindo Sangue

Terrível  raiva que me corroi nas entranhas!
Se eu não escrevesse talvez eu cuspisse sangue!
Esse lado imundo do ser humano de querer tirar vantagem com um cinismo irritante.
Pessoas que morrem por tão pouco são aquelas que não valem quase nada.
Se houvesse uma profissão que me faria completamente feliz seria a de 'assassino justiceiro'.
Não, a morte não é a justiça, mas sim a tortura que a precede!
Fazer gotejar o arrependimento a cada profunda agulhada de dor!
Que satisfação grandiosa não é a confissão da verdade quando se percebe que ela pode custar a propria vida?
Verdade antes não cumprida e nem proferida por que o ser humano adora uma imundice.
Vontade dilacerante de fazer cumprir a palavra!
Não exitaria em torturar um pouco e apertar o gatilho.
Essa mania insistente de subestimar minha nada humilde inteligencia.
Eu digo o que você ganhou nesse golpe dessa vez:
A insaciável necessidade de ver seu desespero e arrependimento pingando no chão da sua imundice!