Saturday, February 21, 2009

Um Mundo Alternativo

Bem perto da rotina fatigante social, e bem longe de torna-se membro permanente de tal situação "gregária". E sinceramente, pra quem vive suportando a regra que o homem é um "ser social", fazer parte sem querer fazer é um massacre.

Sim. E só pode ser muita carencia alheia adotar colegas de rotina como membros eternamente familiares. Sou de acordo com o amor fraternal, enfatizo: FRATERNAL. É algo liberto, ou pelo menos deveria ser.

E talvez por essa minha pré-disposição de acolhimento descompromissado é que mais anseiam por me compromissar.

De tantas nenhum, mas lá do outro lado estão os desbravadores teimosos, na banda que não quer estar sujeita a uma situação PENOSA. ha ha ha!

E penso: "Menina, você tem sorte."

Em outros tempos esses teimosos iriam dar um belo tira-gosto. Mas o bom tempo de brincar se foi com a disposição de se perder com as pessoas, ou de fazer elas se perderem.

São como um cinema em frente ao colégio: ficam propositalmente em uma posição sedutora para induzir o pobre aluno ao erro. Porém nem sempre existe um aluno por debaixo da farda. As vezes é um professor que resolveu vestir a camisa com o simbolo da instituição educadora. Então a jogatina se torna intrigante no primeiro olhar, interessante no segundo, e totalmente indiferente no terceiro.

Quem melhor que aquele devorou dez vidas em uma pra saber que aquela ou esta já foi intensamente vivida, e não precisa de reforços pra ser confirmada?

Sinto que ainda conhecerei muitos querendo tomar posse dos meus sentimentos nômades.

Sem problema, apesar de ter pouca credibilidade quando digo que sou mais espiritual que carnal. Apenas livros, livros e livros.

Deus, Familia, Eu, Concurso, Faculdade, Conhecimento,... esses são os protagonistas do meu mundo alternativo. As pessoas são figurantes que merecem uma boa e verdadeira remuneração: um amor livremente fraternal.

Sunday, December 28, 2008

Tão Sutil!

Estava tão quieto ali onde não era permitido estar. Afastado e evitando qualquer tipo de distração desvirtuosa, lá estava no canto da sala. Pois o motivo de estar lá era exatamente esse.

Numa entrada e presença irônica surge o motivo de incomodo. Porque tem uma existência sutil, uma presença transparente e subjetiva, sem deixar menor vestígio legível nos gestos. Não fala, sussurra. Tem o padrão irritante da impessoalidade obrigatória de entrar sem se anunciar e sair sem se importar. É como se não tivesse ninguém em volta... apenas si mesmo. A expressão facial é de um jogador profissional de poker. Ou de alguém que nem se quer joga.

No início era o comum. Mas o destino é sarcástico com decisões. Poderia ser qualquer um, mas não aquele.

Esteja ciente: o fato de você existir em silêncio e transparência pode mudar o mundo das pessoas. Obviamente, sem que você faça a menor ideia disso.

Nós brincamos porque ninguém sabe do nosso segredo. Nós insinuamos porque estamos distantes demais para nos comprometer. Gostamos porque é desconhecido e isso possibilita que criemos as mais saborosas expectativas. Nós sabemos roubar palavras de olhares, por isso evitamos fixa-los. Mas quando eles nos escapam?

Susto. Mãos frias. Rosto corado. E uma sensação estranha do estômago ao coração.

Ah! O começo... Mesmo sendo do nada, o começo do desconhecido é sempre tão infantil. E finalmente somos aquela criança diante de um brinquedo que ansiamos em possuir. Sim, encostamos as mãos na vitrine, aproximamos o rosto até que o vidro sinta nossa respiração, então devoramos com os olhos o que pode ou não ser nosso. Sem se importar, os olhos quebram as barreiras roubando o desejo para imaginação.

E sonhamos em ter, somente ter, e como seria em tê-lo.

Pela dúvida do futuro, de certa forma nos contentamos em simplesmente admirar. Não falando educadamente, nós nos contentamos em invadir e devorar com os olhares.

Na verdade prefiro que fique com a parte sutil. Irritantemente e amorosamente sutil.

O que provavelmente nunca saberei se é verdade, e você nunca saberá que em um dia mudou todos os meus dias.

Saturday, December 20, 2008

Quem você conhece?

Ninguém.

E ninguém me reconhece.

É por isso que a esperança é divina, pois não se deve crer naquele que vem da carne, e sim no ser vagante em espírito.

Os do mundo tem certeza de como é a realidade. Estão com os pés enraizados no chão.

E tu que és livre da terra viciosa, tens a sensação que a vida não passa de um sonho latente, e que a morte é o momento de despertar.

Mas para o homem de pouco entendimento essas palavras significam o impossivel e sem sentido de nada ser.

Porque ainda busca o sentido disso, e quando não lê a lógica milenar dos homens naquilo que é verdade universal, nega quem a criou, e ama quem a descriou.

Eu sei o que vai e vem na cabeça dos que eu não conheço. Se tu queres a resposta do sentido e da dúvida, terás que aceitar um único caminho.

Por parecer ilógico, ser altamente racional e humanista, é normal que negues. Mas não por uma vida inteira de oscilações vazias.

Até a aceitação de o que é simplesmente é, tudo de tempos em tempos parecerá oco, e nada te completará.

O tempo não é o que virá, é o que acontece agora. Ele é o presente do passado, e muitos por não saber que este vale mais do que qualquer lembrança, deixam passar como se não valesse as palavras certas para deixa-lo eterno.

São provincianos por achar que tudo sempre será, e por nunca tornar algo simples em realmente bom.

Deposito meu conhecimento naquele que não me abandonou e nunca me abandonará.

Porque nenhuma ovelha vai amar o lobo quando se tem um bom pastor para confiar.

Friday, November 28, 2008

TeaR a Arte de Pre-ver

Antes era bem mais simples pintar os quadros e cenas do futuro. Ainda criança, já sabia como seria adiante. Era um quadro conhecido, porém não vivo, não vivido. Mas dava pra prever, dava pra saber como seria o desbravado desconhecido.

Era possível ver a vida e como iria se desenrolar. Agora? Eu não vejo as cenas, está em branco, nenhuma imagem. Das duas, uma... A mais otimista é que no filme não sou a costumeira roteirista-diretora. A segunda-feira já é mais de volta ao preto. Creio que seja o ponto final da linha.

A escolha que eu fiz me condenará pela que eu não fiz. Porque a normalidade implica em uma vida digna. E na carruagem uma enorme bagagem de equilíbrio e bondade. E uma vez ele me disse que se eu conseguisse colocar tudo dentro das malas, eu iria... viajar.

E parecerá trágico.

E talvez... eu saiba como será o próximo quadro. Dizem que os mais sensíveis e ligados sabem quando é a hora. Até onde eu vejo minha irmã, me parece muito bom.

E parecerá injusto.

Mas não será.

Porque sempre amei os que me criaram, e aprendir a querer o bem dos que nunca me gostaram.

A Deus, À Sagrada Familia, À Humanidade.

Tuesday, November 25, 2008

A Uva - PassA





Nos olhos tem uma secura muda e na escrita palavras inúteis. Tão seca é a vida da uva-passa. A cada 100g de sua euforia, apesar de todo o processo de se auto-secar, tem 10% de água, e 300 são as gorduras que sempre a incomodavam.

Valores nutricionais nunca foram seu forte, e nem outros valores. Largada dentro de um pacotinho com pedaços de si mesma, a uva-passa é facilmente encaixada na receita de uma festa à milanesa.

Sem discriminação étnica, branca, preta ou amarela, geralmente ela é sem cabeça/miolo/semente. E dá um sabor e tanto no meu antigo sorvete amarelado.. agora prefiro o puro chocolate à milanesa.


De vez enquando é bom variar com uma uva-passa, afinal, tudo não passa de questão de paladar passageiro vs hábito passageiro . Então, devoremos todas elas com a ferocidade que merecem, pois o fim de alguém que tem a vida seca é de murchar até compensar os valores convencionais por nutricionais.

Friday, November 21, 2008

Sie ist zu kalt...

Uma pedrinha de gelo no meu copo com água, e lá fica sem me explicar porque derreteu tão rápido numa temperatura de 15°. Você deve ir atrás da minha verdade, você tem que me perguntar sem medo se é verdade.


Talvez o que tenha visto seja apenas migalhas de um biscoito de chocolate na minha mochila, ou seria de morango? Só vai ser tarde quando já tiver apedrejado, até lá, venha até mim com os dedos sobre o direito.


Mas nós vamos ver, analisar isso, sem medo. Sem seu medo bobo. Se bem que...

Wednesday, November 19, 2008

◘ No fim do 9

É o comum acidentalmente misturado no meu antigo desejo do único. Era passageiro feito a brisa da meia noite da minha rua iluminada por luzes obscenas e traiçoeiras. E o gosto daquele café com leite meio amargo desceu pro meu estômago com uma simples golada de um copo cheio de coca-cola espumante e bem gelada. Nós não gostamos da mistura perigosa que é o gás com a lactose, acreditamos que o incomodo é tão menos importante quanto a eliminação do dissabor.



Um dia nós estaremos naquele pedaço de terra perdido entre um balão de água. Uns cinco dias deslumbrando aquela vista nada familiar e virá a satisfação da justiça por estar lá. Será tão avassalador que tomarei um vinho a milanesa, e devorarei na mente como um faminto de tempos guardados todas aquelas palavras.



Vou levantar aquele liquido avermelhado para o céu, lá em baixo estará em algum lugar daquela "ciudad" perdida o motivo da comemoração. Uma passagem silenciosa com um objectivo totalmente egocêntrico. Vou ver, vamos nos ver, quando o sol se esconder de nossas vistas, e em meio de pouca gente, dois rostos quase conhecidos surgirão para a pergunta de um estranho.


Porque meu olho fala com minha imaginação e diz que já é o suficiente. E dando as costas pra chance de fazer a diferença quase que eterna na vida de alguém, assim como no antes de tudo, sairei feito um desconhecido na calada noite.



Para o anfitrião apenas uma sensação inquietante de dúvida. Pra mim apenas a gratificante certeza de que nada foi ou é, sempre será.